{"id":1188,"date":"2022-02-24T08:00:43","date_gmt":"2022-02-24T08:00:43","guid":{"rendered":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/?p=1188"},"modified":"2023-04-13T14:35:19","modified_gmt":"2023-04-13T14:35:19","slug":"simbolos-em-jung","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/simbolos-em-jung\/","title":{"rendered":"S\u00edmbolos em Jung"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">A vida de Jung pode ser contada de forma cronol\u00f3gica, com seus fatos e realiza\u00e7\u00f5es exteriores; assim como tamb\u00e9m com o desenvolvimento de sua teoria atrav\u00e9s da influ\u00eancia de suas experi\u00eancias interiores. .\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A maneira pela qual Sonu Shamdasani fala sobre quem foi Jung \u00e9 aut\u00eantica, como o pr\u00f3prio Jung em quest\u00e3o. Vale a pena entrarmos em contato com algumas informa\u00e7\u00f5es fundamentais, como a que ele, Shamdasani, cita que j\u00e1 com idade avan\u00e7ada, \u201cJung escreveu uma <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">memoir<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> intitulada \u201cSobre as experi\u00eancias mais antigas de minha vida\u201d, que foi subsequentemente inclu\u00edda em <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Mem\u00f3rias, Sonhos, Reflex\u00f5es<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, em formato intensamente editado\u201d (SHAMDASANI, 2009, p 194).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Shamdasani nos brinda com informa\u00e7\u00f5es at\u00e9 antes n\u00e3o bem reconhecidas pelo grande p\u00fablico. Eu mesma fui apresentada ao livro Mem\u00f3rias, Sonhos, Reflex\u00f5es como sendo a autobiografia de Jung. N\u00e3o que esse livro n\u00e3o contenha informa\u00e7\u00f5es e experi\u00eancias valiosas, mas acontece que esse livro foi extremamente editado, e acabou sendo uma das grandes causas para que Jung fosse erroneamente interpretado e at\u00e9 visto como algu\u00e9m m\u00edstico, esot\u00e9rico.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Essa <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">memoir<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> de Jung, que Shamdasani nos fala, cont\u00e9m vis\u00f5es, fantasias e sonhos, que podem ser vistos como sendo a introdu\u00e7\u00e3o do Liber Novus.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">No primeiro sonho, ele se encontrava numa campina com um buraco de pedras alinhadas, no ch\u00e3o. Encontrando uma escada, ele desceu para dentro do buraco e encontrou-se numa c\u00e2mara. Ali havia um trono dourado, e o que parecia um tronco de \u00e1rvore com pele e carne, com um olho no topo. Ele ent\u00e3o ouvia a voz de sua m\u00e3e dizer que este era o \u201ccomedor de homens\u201d. Ele n\u00e3o tinha certeza se sua m\u00e3e queria dizer que esta figura de fato devorava crian\u00e7as, ou era id\u00eantica a Cristo. Isso afetou profundamente sua imagem de Cristo. Anos mais tarde ele percebeu que essa figura era um p\u00eanis e, ainda mais tarde, que era de fato um falo ritual, e que o cen\u00e1rio era um templo subterr\u00e2neo. Ele veio a entender esse sonho como uma inicia\u00e7\u00e3o \u201cnos mist\u00e9rios da terra\u201d. Em sua inf\u00e2ncia, Jung experimentou algumas alucina\u00e7\u00f5es visuais. Parece que tamb\u00e9m tinha a capacidade de evocar imagens voluntariamente. Num semin\u00e1rio, em 1935, ele se lembrou de um retrato de sua av\u00f3 materna que ele costumava olhar quando menino at\u00e9 que \u201cviu\u201d seu av\u00f4 descendo as escadas (SHAMDASANI, 2009, p 194).<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Compreendendo a psicologia anal\u00edtica, podemos entender como esses sonhos e vis\u00f5es diziam respeito \u00e0s representa\u00e7\u00f5es simb\u00f3licas inconscientes, tanto pessoais quanto coletivas. Mas s\u00f3 podemos compreender isso ao tomar consci\u00eancia desse tipo de conhecimento e vis\u00e3o. Imagine o qu\u00e3o chocante era para ele mesmo entrar em contato com essas imagens e se permitir investig\u00e1-las.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Uma das vis\u00f5es mais famosas e dif\u00edceis que Jung teve foi quando ele tinha doze anos.\u00a0<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">24<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Refer\u00eancia bibliogr\u00e1fica<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Shamdasani, Sonu. <\/span><b>Introdu\u00e7\u00e3o para <\/b><b><i>O Livro Vermelho: Liber Novus.<\/i><\/b> <span style=\"font-weight: 400;\">Trad. Gentil A. Titton e Gustavo Barcelos. Petr\u00f3polis: Vozes, 2009.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Texto: Alessandra M. Esquillaro &#8211; CRP 06\/97347<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A vida de Jung pode ser contada de forma cronol\u00f3gica, com seus fatos e realiza\u00e7\u00f5es exteriores; assim como tamb\u00e9m com o desenvolvimento de sua teoria atrav\u00e9s da influ\u00eancia de suas&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1363,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[43,17,257,248],"class_list":["post-1188","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-psicologia-analitica","tag-carl-gustav-jung","tag-carl-jung","tag-introducao-para-o-livro-vermelho-liber-novus","tag-simbolo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1188","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1188"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1188\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1190,"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1188\/revisions\/1190"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1363"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1188"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1188"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1188"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}