{"id":1204,"date":"2022-02-24T08:00:56","date_gmt":"2022-02-24T08:00:56","guid":{"rendered":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/?p=1204"},"modified":"2023-04-13T14:35:18","modified_gmt":"2023-04-13T14:35:18","slug":"arteterapeuta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/arteterapeuta\/","title":{"rendered":"Arteterapeuta"},"content":{"rendered":"<blockquote><p>&#8230; ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana. Jung<\/p><\/blockquote>\n<p>\u00c9 de extrema import\u00e2ncia compreender a atua\u00e7\u00e3o do arteterapeuta no processo que se estabelece entre ele e o cliente. O arteterapeuta deve ser entendido como o mediador do processo terap\u00eautico. Sua fun\u00e7\u00e3o \u00e9 acolher, escutar sem julgamentos, sensibilizar-se com o outro, olhar sem preconceitos para que o cliente consiga derrubar resist\u00eancias e se reconectar com seu Self.<\/p>\n<blockquote><p>A tarefa do terapeuta \u00e9 acolher o cliente com tudo que ele traz de tenebroso ou sublime, deixando-o depositar no ch\u00e3o sua bagagem, que se tornou pesada de tanto ser carregada nas costas. Juliano (1999,p.28).<\/p><\/blockquote>\n<p>Jung afirmava que s\u00f3 aquilo que somos realmente \u00e9 capaz de curar-nos, assim o arteterapeuta n\u00e3o tem fun\u00e7\u00e3o de curar o cliente, mas por meio de atitude emp\u00e1tica e contemplativa permitir que o processo terap\u00eautico aconte\u00e7a para que o cliente se cure, e isto significa, muitas vezes, aceitar as limita\u00e7\u00f5es e os pontos fr\u00e1geis para poder continuar em sua jornada de forma mais \u00edntegra e consciente. Outro ponto muito importante \u00e9 o arteterapeuta estar aberto e atento para conte\u00fados externados pelo cliente em suas produ\u00e7\u00f5es art\u00edsticas e a express\u00e3o que este d\u00e1 a elas, sem se preocupar em interpretar aquilo que est\u00e1 sendo trazido pelo outro.<\/p>\n<blockquote><p>Ser arteterapeuta \u00e9 estar disposto a \u201couvir\u201d o que simbolicamente \u00e9 produzido no encontro, abandonando seus julgamentos e enxergando o belo na originalidade e singularidade de cada express\u00e3o. Maciel (2012,p.70\/71).<\/p><\/blockquote>\n<p>A forma\u00e7\u00e3o do arteterapeuta deve se basear n\u00e3o s\u00f3 no arcabou\u00e7o de conhecimentos acad\u00eamicos, mas tamb\u00e9m em seu autoconhecimento por meio de processo terap\u00eautico para poder desempenhar com seguran\u00e7a e precis\u00e3o o papel de mediador no processo terap\u00eautico de outro.<\/p>\n<blockquote><p>Campbell salientou que aquele que n\u00e3o se disp\u00f5e a conhecer a sua hist\u00f3ria e o seu passado, tende a repeti-los. O que n\u00e3o \u00e9 conhecido, confrontado, mant\u00e9m-se indiferente e alheio ao nosso campo de compreens\u00e3o consciente. Maciel (2012,p.71).<\/p><\/blockquote>\n<p>Bibliografia<br \/>\nJULIANO, Jean Clark. A arte de restaurar hist\u00f3rias. S\u00e3o Paulo: Summus, 1999.<br \/>\nJUNG, C.G. O homem e seus s\u00edmbolos, 12\u00aa. Edi\u00e7\u00e3o. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira,1993.<br \/>\nMACIEL, Carla (orgs.). Di\u00e1logos criativos entre Arteterapia e a Psicologia 00Junguiana. Rio de Janeiro: Wak Editora, 2012.<\/p>\n<p>Texto escrito por Maria da Gra\u00e7a Alves Cardoso, Arteterapeuta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8230; ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana. 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