{"id":1272,"date":"2022-08-16T14:35:11","date_gmt":"2022-08-16T14:35:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutofreedom.com.br\/blog\/?p=1272"},"modified":"2023-04-13T14:34:39","modified_gmt":"2023-04-13T14:34:39","slug":"o-uso-da-escultura-na-arteterapia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/o-uso-da-escultura-na-arteterapia\/","title":{"rendered":"O USO DA ESCULTURA NA ARTETERAPIA"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">A escultura \u00e9 a arte de transformar a mat\u00e9ria bruta, que pode ser pedra, madeira, metal, argila, entre outras, em formas com significado. Estas formas s\u00e3o chamadas de espaciais, feitas em terceira dimens\u00e3o. A produ\u00e7\u00e3o tridimensional tem volume, altura e profundidade.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A escultura pode ser utilizada amplamente em Arteterapia por ser caracterizada pela express\u00e3o do artista. Uma pe\u00e7a \u00e9 muito mais do que um objeto: retrata as emo\u00e7\u00f5es, pensamentos e a\u00e7\u00f5es de quem a produziu.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Pensar na execu\u00e7\u00e3o de uma escultura pode trazer alguns detalhes que devem ser levados em conta no momento de escolher esta t\u00e9cnica no processo arteterap\u00eautico.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A base. Normalmente a pe\u00e7a (ou objeto) necessitar\u00e1 de um local de apoio. Come\u00e7ar a escultura pela base, um local onde a produ\u00e7\u00e3o ficar\u00e1 mais ou menos firme em sua estrutura de sa\u00edda \u00e9 o primeiro insight proporcionado ao cliente. A escultura \u00e9 um processo estruturante.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O objeto. A execu\u00e7\u00e3o do objeto em si deve ser o mais livre poss\u00edvel. Esta possibilidade aumenta se for dada ao cliente a autonomia para a escolha do material utilizado para \u201cesculpir\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para o arteterapeuta a escolha do tridimensional deve ser \u201cpensada\u201d:<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">Promover o encontro com a escultura \u00e9 interessante para pessoas que demonstram dificuldades na transi\u00e7\u00e3o entre o \u201cabstrato\u201d e o concreto; o idealizar e o concretizar; o pensar e o fazer; \u201ccabe\u00e7a\u201d e \u201cm\u00e3os\u201d. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Para aqueles que se apresentam em um momento de vida ou necessidade de construir algo para (em) si\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Aos que diante do \u201ccriar\u201d \/ realizar acionam diversas resist\u00eancias, autossabotagens como pregui\u00e7a, procrastina\u00e7\u00e3o, inseguran\u00e7as, \u201ctravas\u201d. (MORAES, 2019, p.73).<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O tridimensional, modelagem ou escultura,\u00a0 deve ser apresentado e vivenciado nos processos arteterap\u00eauticos\u00a0 onde o cliente j\u00e1 tenha vivenciado outras experi\u00eancias para exterioriza\u00e7\u00e3o de seus conte\u00fados, e tenha tido, inclusive,\u00a0 contato com o bidimensional.<\/span><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">A modelagem em Arteterapia s\u00f3 deve ser utilizada depois de algumas experi\u00eancias no plano bidimensional, salvo em situa\u00e7\u00f5es em que o cliente j\u00e1 inicie o processo trazendo experiencias, anteriores com a modelagem. Esta preocupa\u00e7\u00e3o deve-se ao fato de que esta linguagem pl\u00e1stica oferece algumas dificuldades operacionais e inaugura experi\u00eancias no campo da tridimensionalidade envolvendo desafios de organiza\u00e7\u00e3o espacial e capacidade de formar estruturas, e mant\u00ea-las em equil\u00edbrio, al\u00e9m de intensificar a experi\u00eancia com o tato, envolvendo sensa\u00e7\u00f5es com texturas e relevos. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">(PHILIPPINI, 2013, p.72).<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O princ\u00edpio da escultura traz a oportunidade de se trabalhar os excessos. Para deixar o objeto que est\u00e1 sendo produzido e que \u00e9 a express\u00e3o de sensa\u00e7\u00f5es e sentimentos, adequado e \u201cpronto\u201d, o ato de esculpir traz o \u201cesfor\u00e7o f\u00edsico para retirada de excessos\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E assim a constru\u00e7\u00e3o da base, a retirada dos excessos, a observa\u00e7\u00e3o criteriosa e cuidadosa para que se mantenha o objeto firme e em p\u00e9, s\u00e3o fortes analogias que podem e devem ser consideradas no uso da escultura na Arteterapia.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>REFER\u00caNCIAS<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">MORAES, Eliana .\u00a0 <\/span><b>Pensando a Arteterapia, volume 2,<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Divino de S\u00e3o Lourenco\/ES, Semente Editorial,\u00a0 2019.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">PHILIPPINI, Angela. <\/span><b>Linguagens e Materiais Expressivos em Arteterapia: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">uso, indica\u00e7\u00f5es e propriedades, Rio de Janeiro, WAK Editora, 2018.<\/span><\/p>\n<p><b>Texto escrito por Silvia Quaresma\u00a0<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Arteterapeuta AATESP 665\/0720<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A escultura \u00e9 a arte de transformar a mat\u00e9ria bruta, que pode ser pedra, madeira, metal, argila, entre outras, em formas com significado. 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