{"id":1302,"date":"2022-09-05T06:00:37","date_gmt":"2022-09-05T06:00:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutofreedom.com.br\/blog\/?p=1302"},"modified":"2023-04-13T14:34:28","modified_gmt":"2023-04-13T14:34:28","slug":"dia-da-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/dia-da-amazonia\/","title":{"rendered":"DIA DA AMAZ\u00d4NIA"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">O que mitos e hist\u00f3rias nos ensinam sobre a ancestralidade?<\/span><\/p>\n<p>Sendo a Amaz\u00f4nia de propor\u00e7\u00f5es t\u00e3o grandes, maior at\u00e9 que alguns pa\u00edses, suas caracter\u00edsticas tamb\u00e9m s\u00e3o diferentes. Hist\u00f3rias mitol\u00f3gicas do Estado do Acre, por exemplo, podem n\u00e3o ser conhecidas em Santar\u00e9m, no Par\u00e1; e tudo ainda acontece dentro do bioma da floresta amaz\u00f4nica.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Normalmente as hist\u00f3rias de um povo trar\u00e3o seus mitos de cria\u00e7\u00e3o, que v\u00e3o relatar como surgiu o mundo e como surgiram os seres vivos. Mas nem todas as hist\u00f3rias que falam da ancestralidade s\u00e3o mitos de cria\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na Amaz\u00f4nia acreana, por exemplo, existe um personagem mitol\u00f3gico ind\u00edgena que \u00e9 chamado de Mapinguar\u00ed.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Trata-se de um monstro, que vai variar em suas descri\u00e7\u00f5es. \u00c0s vezes contam como se fosse um bicho pregui\u00e7a gigante, outras vezes como um grande \u00edndio engolidor, mas escolhemos aqui a descri\u00e7\u00e3o do dicion\u00e1rio folcl\u00f3rico de CASCUDO (Lu\u00eds C\u00e2mara,2012).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Como nesta reflex\u00e3o nos interessa em espec\u00edfico o tema da ancestralidade, destacamos uma poss\u00edvel met\u00e1fora existente na ferramenta de ca\u00e7a do monstro Mapinguar\u00ed. Ele se alimenta de humanos, especialmente, ca\u00e7adores na floresta. Tem uma boca no est\u00f4mago, com a qual engole suas v\u00edtimas e uma caracter\u00edstica curiosa \u00e9 a que quando emite seu som, este vem do lado oposto\u00a0 em que ele est\u00e1. Assim, os ca\u00e7adores ouvem um som forte, alto e gutural assustador e correm atr\u00e1s dele, mas na verdade est\u00e3o indo em dire\u00e7\u00e3o ao pr\u00f3prio monstro, pois o som vem do lado oposto em que est\u00e1 o ser, atraindo as v\u00edtimas para sua boca engolidora.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Podemos pensar na met\u00e1fora de algu\u00e9m, ou at\u00e9 mesmo de uma ra\u00e7a inteira, como os humanos, que tendem a fugir do problema. N\u00e3o encarar, at\u00e9 mesmo por medo, mas acabam caindo na\u00a0 mesma problem\u00e1tica da qual fugiam.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Uma proposta psicol\u00f3gica por exemplo seria a de Carl Jung onde ao inv\u00e9s do indiv\u00edduo evitar se parecer com aquilo que ele n\u00e3o gosta em sua fam\u00edlia, entrar em contato, ouvir as hist\u00f3rias da fam\u00edlia, de seus antepassados e compreender o sentido do que\u00a0 considera ruim em sua fam\u00edlia. Ao inv\u00e9s de tentar esquecer, ampliar este conhecimento; buscar saber mais. Neste sentido, Jung fala que o pr\u00f3prio sistema ps\u00edquico poderia restaurar o equil\u00edbrio (JUNG, C. G. OC 18, \u00a7389).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Parece-nos que a din\u00e2mica do Mapinguar\u00ed se assemelha a outro mito tupi-guarani, a do Curupira, que seguindo suas pegadas, parece estar indo para tr\u00e1s, quando na verdade est\u00e1 indo para frente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Conclu\u00edmos assim que, fugir do problema \u00e9 apenas postergar o encontro com o problema. Ir ao encontro do problema \u00e9 a possibilidade de resolu\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">CASCUDO, L. C. \u2013 Dicion\u00e1rio do Folclore Brasileiro .\u00a0 Global editora, 2012<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">JUNG, C.G. \u2013 Fundamentos da Psicologia Anal\u00edtica. Vozes, 2000.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que mitos e hist\u00f3rias nos ensinam sobre a ancestralidade? 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