{"id":588,"date":"2016-10-05T07:00:45","date_gmt":"2016-10-05T07:00:45","guid":{"rendered":"http:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/?p=588"},"modified":"2023-06-23T15:30:39","modified_gmt":"2023-06-23T15:30:39","slug":"e-possivel-um-relacionamento-afetivo-pleno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/e-possivel-um-relacionamento-afetivo-pleno\/","title":{"rendered":"\u00c9 POSSIVEL UM RELACIONAMENTO AFETIVO PLENO?"},"content":{"rendered":"<p>Vivemos um momento que parece uma verdadeira utopia, ter um relacionamento afetivo, isso parece existir somente em est\u00f3rias dos contos de fadas e na imagina\u00e7\u00e3o dos poetas.<\/p>\n<p>Isso se deve a ignor\u00e2ncia quase que generalizada da exist\u00eancia da mente inconsciente e seu funcionamento.<\/p>\n<p>Na teoria do \u2018Processo de Individua\u00e7\u00e3o\u201d de C.G.Jung, para considerar o homem pleno em sua potencialidade, h\u00e1 de ele conseguir a indivisibilidade entre a mente consciente e inconsciente e tamb\u00e9m a harmonia entre as energias masculinas e femininas internas e externas, pois a energia da contra sexualidade, denominadas por Jung como anima no homem e animus na mulher, s\u00e3o os parceiros invis\u00edveis inconsciente que determinam nossa busca pelo parceiro nos relacionamentos.<\/p>\n<p>Conforme escreve Jung no livro \u201cO Eu e o Inconsciente\u201d \u2013 parece inveross\u00edmil como o homem n\u00e3o tem a consci\u00eancia e o dom\u00ednio de sua mente nos dias atuais.<\/p>\n<p>Pois bem, diz o pequeno texto: <em>\u201cA mulher tomada pelo animus corre sempre o risco de perder sua feminilidade, sua persona adequadamente feminina. <\/em><\/p>\n<p><em>O homem, em iguais circunst\u00e2ncias, arrisca afeminar-se. Tais transforma\u00e7\u00f5es ps\u00edquicas do sexo explicam-se pelo fato de que uma fun\u00e7\u00e3o interior <\/em>\u2013 animus ou anima \u2013 <em>se volta para fora. <\/em><\/p>\n<p><em>O motivo desta pervers\u00e3o \u00e9, naturalmente, a insufici\u00eancias ou o desconhecimento total do mundo interior, que se ergue, aut\u00f4nomo, em oposi\u00e7\u00e3o ao mundo exterior; as exig\u00eancias de adapta\u00e7\u00e3o ao mundo interior igualam \u00e0s do mundo exterior\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o ao mundo exterior, isto \u00e9, nossa vida l\u00f3gica, a personalidade, procuramos nos adaptar cumprindo nossos pap\u00e9is perante o mundo.<\/p>\n<p>No entanto no que se refere ao mundo interno, ou seja, o inconsciente, nos colocamos passivamente, ou pior que isso constru\u00edmos \u201csenten\u00e7as\u201d que nos impede de compreend\u00ea-lo.<\/p>\n<p>A possess\u00e3o de animus ou anima sobre a personalidade se d\u00e1 pelo fato desse desconhecimento, ent\u00e3o estes arqu\u00e9tipos procuram experenciar a vida a partir da personalidade.<\/p>\n<p>As consequ\u00eancias dessa possess\u00e3o diferenciam no homem e na mulher enquanto na mulher, animus se caracteriza por uma opini\u00e3o, muitas vezes impessoal, vinda do inconsciente, o que faz com que a mulher perca sua feminilidade natural; no homem, anima provoca uma esp\u00e9cie de instabilidade emocional, infantilizando-o e tornando-o, muitas vezes inconveniente, al\u00e9m dos comportamentos machistas que, por si s\u00f3, representam uma necessidade de afirma\u00e7\u00e3o do masculino.<\/p>\n<p>A tend\u00eancia natural desses arqu\u00e9tipos, tanto no homem quanto na mulher, sempre que s\u00e3o desconsiderados, \u00e9 inviabilizar as rela\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Ocorre nesse caso uma repeti\u00e7\u00e3o dos modelos projetados, sempre na busca de algo que est\u00e1 faltando internamente e que cada parceiro espera que o outro ir\u00e1 suprir.<\/p>\n<p>Como n\u00e3o existe consci\u00eancia da exist\u00eancia e atua\u00e7\u00e3o desses arqu\u00e9tipos vindo do inconsciente, as necessidades de ambos os parceiros nunca s\u00e3o atendidas, gerando da\u00ed o rompimento do relacionamento ou mesmo a continua\u00e7\u00e3o deste numa baixa qualidade de vida.<\/p>\n<p>Em alguns casos outros atores s\u00e3o admitidos o que gera muita ang\u00fastia e luta.<\/p>\n<h5 style=\"text-align: center;\">Mergulhe no conhecimento sobre a sexualidade e aprenda os componentes essenciais para o desenvolvimento de rela\u00e7\u00f5es saud\u00e1veis em casal no curso Cl\u00ednica da Sexualidade<a href=\"https:\/\/www.institutofreedom.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Banner-5.png\" data-rel=\"penci-gallery-image-content\" ><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1671\" src=\"https:\/\/www.institutofreedom.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Banner-5-300x169.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"169\" \/><\/a><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: center;\"><strong>CONHE\u00c7A O CURSO\u00a0<\/strong><\/h5>\n<p>Os filhos criados dentro dessas crises conjugais, levam para sua vida particular a experi\u00eancia negativa da uni\u00e3o dos pais e sempre s\u00e3o marcados pelo resto da vida por esses desafetos.<\/p>\n<p>As emo\u00e7\u00f5es destrutivas da afetividade sempre geram doen\u00e7as psicossom\u00e1tica, \u00e0s vezes agressivas.<\/p>\n<p>O Livro \u201cA Doen\u00e7a como Caminho\u201d de Thorwald Dethlefsen e R\u00fcdiger Dahlke, destacam as crises e doen\u00e7as renais como sendo origin\u00e1rias de experi\u00eancias de relacionamentos destrutivos, por ser os rins \u00f3rg\u00e3os duplos que trabalham alternadamente.<\/p>\n<p>Dizem ele: <em>\u201cO objetivo ideal de uma uni\u00e3o \u00e9 proporcionar a duas pessoas condi\u00e7\u00f5es para se tornarem cada qual seu pr\u00f3prio todo ou, ao menos \u2013 se formos bastantes idealistas -, para se tornarem mais perfeitas por terem iluminado os aspectos inconscientes da pr\u00f3pria alma e por terem integrado esses aspectos em sua consci\u00eancia. Esse objetivo n\u00e3o \u00e9 alcan\u00e7ado pelo par de pombinhos apaixonados que insistem em \u201cn\u00e3o poder viver um sem o outro\u201d. Uma tal afirma\u00e7\u00e3o revela apenas que as pessoas envolvidas est\u00e3o usando uma \u00e0 outra por pura conveni\u00eancia (poder\u00edamos tamb\u00e9m dizer, por pura covardia), para viver a sua sombra, sem tentar elaborar as pr\u00f3prias proje\u00e7\u00f5es ou ao menos recebe-las de volta. Nesses casos (e eles s\u00e3o a maioria!) Um parceiro n\u00e3o permite o desenvolvimento do outro por que isso levantaria questionamentos acerca do papel que ambos desempenham. Se algum deles, depois, vier a se submeter a uma psicoterapia, o outro por certo se queixar\u00e1 das mudan\u00e7as ocorridas&#8230; (Afinal, apenas queriam que o sintoma desaparecesse!).<\/em><\/p>\n<p>Desse texto se depreende quando h\u00e1 necessidade de um dos parceiros no relacionamento, um jogo de poder se estabelece, fazendo com que o amor n\u00e3o flores\u00e7a.<\/p>\n<p>A verdade \u00e9 que os relacionamentos \u00edntimos nunca podem ser melhores do que o nosso relacionamento com n\u00f3s mesmo, nisto se explica a necessidade de conhecimento de nosso inconsciente a fim de tratarmos de nossas necessidades para que n\u00e3o sejam projetadas na outra pessoa.<\/p>\n<p>Todos os relacionamentos s\u00e3o indicativos do estado de nossa vida interior que foi marcada pelo desejo dos outros sobre n\u00f3s.<\/p>\n<p>Quando descobrimos as proje\u00e7\u00f5es e sua origem, somos for\u00e7ados a reconhecer que nos enganamos ao esperarmos que o outro possa nos socorrer.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a parte dolorosa, mas necess\u00e1ria, para assumirmos nossa pr\u00f3pria vida.<\/p>\n<p>Quando as proje\u00e7\u00f5es se despersonalizam, podemos descobrir que temos de cuidar n\u00f3s mesmo. Este \u00e9 in\u00edcio do autoconhecimento.<\/p>\n<p>Para que tenhamos um relacionamento maduro precisamos ser capazes de assumir nossas pr\u00f3prias necessidades sem projet\u00e1-las no parceiro, pois ningu\u00e9m pode me dar o que eu quero e preciso, assim agindo posso valorizar e receber o que o outro tem a oferecer, companheirismo, apoio m\u00fatuo, cumplicidade, etc.<\/p>\n<p>Nossa mente se torna plurativa numa falsa tentativa de nos defender, dessa forma nos tornamos consumidores de toda esp\u00e9cie de informa\u00e7\u00e3o e entretenimento que a m\u00eddia generosamente no oferece.<\/p>\n<p>Abra\u00e7amos essas \u201cofertas\u201d, sem perceber que elas nos alienam.<\/p>\n<p>Nossa meta deve ser paralisar o tr\u00e1fego da mente, o agrupamento neur\u00f3tico que alaga e distrai.<\/p>\n<p>Se medo de ficar sozinhos, medo do sil\u00eancio, nunca poderemos estar presentes em n\u00f3s mesmos.<\/p>\n<p>A auto aliena\u00e7\u00e3o \u00e9 em grande parte a condi\u00e7\u00e3o do mundo moderno e s\u00f3 pode ser mudada pela a\u00e7\u00e3o individual.<\/p>\n<p>Muitas vezes observo pessoas, num ritual que j\u00e1 pratiquei muito saindo dali em estado de ressaca, se reunindo em bares e restaurantes em companhia de uma m\u00fasica de qualidade duvidosa, ingerindo bebidas e comidas prejudiciais \u00e0 sa\u00fade para aquela hora, numa gritaria para ser ouvido acima da m\u00fasica.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a fuga mais comum praticada pela maioria.<\/p>\n<p>Precisamos separar uma parcela de tempo de cada dia, pequena que seja, para nos encontrarmos com n\u00f3s mesmos, seguir um ritual para nos libertarmos dos tr\u00e1fegos de dentro e de fora de n\u00f3s.<\/p>\n<p>Quando o sil\u00eancio fala, conquistamos nossa pr\u00f3pria companhia, sa\u00edmos da solid\u00e3o e conquistamos a nossa solitude, um pr\u00e9-requisito necess\u00e1rio a individua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A individua\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem nada a ver com o eufemismo ego\u00edsta, mas \u00e9 a conquista da liberdade plena que nos possibilita viver em dois mundos: o mundo dos nossos papeis sociais e o mundo interno e individual na mans\u00e3o de nossas almas, onde panas n\u00f3s mesmo podemos entrar.<\/p>\n<p>Texto: Osmar Santos<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vivemos um momento que parece uma verdadeira utopia, ter um relacionamento afetivo, isso parece existir somente em est\u00f3rias dos contos de fadas e na imagina\u00e7\u00e3o dos poetas. 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