{"id":683,"date":"2018-06-10T00:28:07","date_gmt":"2018-06-10T00:28:07","guid":{"rendered":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/?p=683"},"modified":"2023-04-13T14:30:26","modified_gmt":"2023-04-13T14:30:26","slug":"a-espiritualidade-de-jung-e-a-sua-contribuicao-na-saude-mental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/a-espiritualidade-de-jung-e-a-sua-contribuicao-na-saude-mental\/","title":{"rendered":"A ESPIRITUALIDADE DE JUNG E A SUA CONTRIBUI\u00c7\u00c3O NA SA\u00daDE MENTAL"},"content":{"rendered":"<p>Segundo Jung (1978), a \u00e1rea da sa\u00fade mental na atualidade demonstra uma crescente e consider\u00e1vel valoriza\u00e7\u00e3o dos aspectos relacionados \u00e0 religiosidade e a espiritualidade como objetos de estudo e tamb\u00e9m como recursos dentro de um processo terap\u00eautico.<\/p>\n<p>As cren\u00e7as religiosas t\u00eam um papel fundamental na forma\u00e7\u00e3o de subs\u00eddios e no processamento de informa\u00e7\u00f5es, auxiliando muitas pessoas na organiza\u00e7\u00e3o e na compreens\u00e3o de eventos dolorosos e imprevis\u00edveis que podem gerar diversos sintomas. Conforme podemos notar no pensamento de Jung:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O que s\u00e3o as religi\u00f5es? S\u00e3o sistemas psicoterap\u00eauticos. E o que fazemos n\u00f3s psicoterapeutas? Tentamos curar o sofrimento da mente humana, do esp\u00edrito humano, da psique, assim como as religi\u00f5es se ocupam dos mesmos problemas. (Carl Gustav Jung, 1978).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Diante disso, podemos afirmar que, assim como qualquer pessoa pode procurar a psicoterapia com base nos seus valores e cren\u00e7as, a ressurrei\u00e7\u00e3o e a reencarna\u00e7\u00e3o devem ser levadas em conta com seriedade pelos psicoterapeutas, que devem buscar informa\u00e7\u00f5es adequadas em abordagens coerentes e eficazes, sem misticismo e sem pr\u00e1ticas divinas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Vejamos este importante apontamento do mestre Jung:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cEncaro a religi\u00e3o como uma atitude do esp\u00edrito humano, atitude que de acordo com o emprego origin\u00e1rio do termo: \u201creligio\u201d, poder\u00edamos qualificar a modo de uma considera\u00e7\u00e3o e observa\u00e7\u00e3o cuidadosas de certos fatores din\u00e2micos concebidos como \u201cpot\u00eancias\u201d: esp\u00edritos, dem\u00f4nios, deuses, leis, ideias, ideais, ou qualquer outra denomina\u00e7\u00e3o dada pelo homem a tais fatores; dentro de seu mundo pr\u00f3prio a experi\u00eancia ter-lhe-ia mostrado suficientemente poderosos, perigosos ou mesmo \u00fateis, para merecerem respeitosa considera\u00e7\u00e3o, ou suficientemente grandes, belos e racionais, para serem piedosamente adorados e amados. (Carl Gustav Jung, 1978).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para Melgoza (2009) a Religiosidade consiste na cren\u00e7a e pr\u00e1ticas rituais de uma religi\u00e3o, seja na participa\u00e7\u00e3o em um ambiente de cunho religioso ou no ato de se colocar em ora\u00e7\u00e3o. A espiritualidade nos remete a uma rela\u00e7\u00e3o pessoal com o objeto (Deus ou Poder Superior), o metaf\u00edsico, em que a pessoa busca significados e prop\u00f3sitos fundamentais da vida e que pode ou n\u00e3o envolver a religi\u00e3o. A religi\u00e3o nada mais \u00e9 do que uma organiza\u00e7\u00e3o sistem\u00e1ticas de cren\u00e7as, pr\u00e1ticas e ritual\u00edsticas conectadas com o sagrado, no entanto pode envolver regras sobre condutas orientadoras da vida num grupo social e contribuir para o desenvolvimento moral que consiste na subjetividade humana. A religiosidade e espiritualidade podem afetar a sa\u00fade, reduzindo comportamentos considerados n\u00e3o salutares, tais como o consumo de subst\u00e2ncias psicoativas.<\/p>\n<p>Segundo Henrik Mach\u00f3n (2016) o psiquiatra su\u00ed\u00e7o Carl Gustav Jung criticava duramente os estudiosos de seu tempo que n\u00e3o tinham a curuisudade de analisar e investigar os fen\u00f4menos religiosos. Jung os atacava vigorosamente em virtude da unilateralidade cultivada por tais estudiosos.<\/p>\n<p>Para Mach\u00f3n (2016), Jung defende a ideia de que a alma \u00e9 a pr\u00f3pria intelig\u00eancia, independente de tempo e espa\u00e7o. Portanto, a necessidade do aprofundamento nos estudos dos mist\u00e9rios da espiritualidade se tornava cada vez mais um caminho fundamental para a psicologia.<\/p>\n<p>De acordo com o pensamento prposto por Carl Gustav Jung (1978) o n\u00famero de faos que ap\u00f3iam a exist\u00eancia da alma \u00e9 imenso. Sem a exist\u00eancia da alma seria imposs\u00edvel a exist\u00eancia desses fatos que cercam a totalidade da vida humana.<\/p>\n<p>Conforme os estudos aprofundados por Jung (1978) a alma necessita existir e ser profundamente investigada para que se possa chegar ao menos perto de uma melhor compreens\u00e3o nos estudos que envolvem os processos ps\u00edquicos que envolvem o ser humano.<\/p>\n<p>Segundo Carl Gustav Jung (1990), toda filosofia, como express\u00e3o do desejo metaf\u00edsico \u00e9 considerada como uma religi\u00e3o. A religi\u00e3o \u00e9 comparada a uma m\u00e3e acolhedora que recebe seus filhos nos bra\u00e7os. Seus filhos desesperados com suas dores e ang\u00fastias se refugiam na religi\u00e3o em busca de al\u00edvio e at\u00e9 mesmo a pr\u00f3pria cura.<\/p>\n<p>De acordo com os estudos de Melgoza (2009) \u00e9 preciso esclarecer que a espiritualidade e a religiosidade n\u00e3o \u00e9 igual a religi\u00e3o no contexto institucional. Embora a religiosidade esteja integrada a fun\u00e7\u00e3o mental, a dimens\u00e3o espiritual merece um aprofundamento espec\u00edfico.<\/p>\n<p>Para Melgoza (2009) o aspecto espiritual da humanidade, relativo ao julgamento do bem e do mal (que envolve o aspecto da moral), o belo e o feio (que envolvem o aspecto da est\u00e9tica) e a rela\u00e7\u00e3o com Deus ou tudo o que transcende a alma humana, \u00e9 um componente que sempre esteve presente em todas as civiliza\u00e7\u00f5es da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>O aprofundamento no estudo dos fen\u00f4menos da religi\u00e3o contribui consideravelmente para o conhecimento do universo complexo que norteia a mente humana e o seu desenvolvimento f\u00edsico, ps\u00edquico, moral e social (MACHON, 2016).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Texto: Evandro Rodrigo Tropeia para Instituto Freedom<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas:<\/strong><\/p>\n<p>JUNG, C.G., Estudos Alqu\u00edmicos, Petr\u00f3polis: Vozes, 1990.<\/p>\n<p>______ Psicologia e Religi\u00e3o. Obras completas de C. G. Jung, v. 11\/1. Vozes, Petr\u00f3polis, 1978.<\/p>\n<p>MACHON, H. O Cristianismo em Jung. Fundamentos filos\u00f3ficos, premissas psicol\u00f3gicas e consequ\u00eancias para a pr\u00e1tica terap\u00eautica. Ed. Vozes, Petr\u00f3polis, 2016.<\/p>\n<p>MELGOSA, J. Mente Positiva: Como desenvolver um estilo de vida saud\u00e1vel \/ Julian Melgosa: Tradu\u00e7\u00e3o Lucinda dos Reis Oliveira \u2013 Tatu\u00ed \u2013 SP: Casa Publicadora Brasileira, 2009.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo Jung (1978), a \u00e1rea da sa\u00fade mental na atualidade demonstra uma crescente e consider\u00e1vel valoriza\u00e7\u00e3o dos aspectos relacionados \u00e0 religiosidade e a espiritualidade como objetos de estudo e tamb\u00e9m&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":684,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-683","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-psicologia-analitica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/683","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=683"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/683\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":685,"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/683\/revisions\/685"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/684"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=683"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=683"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=683"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}