{"id":686,"date":"2018-06-04T02:35:48","date_gmt":"2018-06-04T02:35:48","guid":{"rendered":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/?p=686"},"modified":"2025-04-10T19:55:39","modified_gmt":"2025-04-10T19:55:39","slug":"o-universo-dos-arquetipos-na-concepcao-de-jung-parte-ii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/o-universo-dos-arquetipos-na-concepcao-de-jung-parte-ii\/","title":{"rendered":"O UNIVERSO DOS ARQU\u00c9TIPOS NA CONCEP\u00c7\u00c3O DE JUNG \u2013 PARTE II"},"content":{"rendered":"<p>Segundo o Psiquiatra su\u00ed\u00e7o Carl Gustav Jung (1875-1961), os conte\u00fados arquet\u00edpicos s\u00e3o frutos das marcas ps\u00edquicas adquiridas nas viv\u00eancias como o contato com os fen\u00f4menos naturais, o surgimento do sol, as experi\u00eancias com as figuras materna e paterna, travessias de rios e mares e muitas outras viv\u00eancias que nos deparamos ao longo da jornada de nossa vida.<\/p>\n<p>Para Jung (2009), assim como o homem na atualidade herdou toda uma evolu\u00e7\u00e3o no contexto biol\u00f3gico, ele afirma que a humanidade tamb\u00e9m herdou uma evolu\u00e7\u00e3o no campo psicol\u00f3gico.<\/p>\n<p>Essa evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 manifestada atrav\u00e9s das imagens que se configuram os Arqu\u00e9tipos, presentes no <a href=\"https:\/\/freedomcursos.com.br\/introducao-a-psicologia-analitica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em><strong>Inconsciente Coletivo<\/strong><\/em><\/a>.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s desse artigo, quero compartilhar com o(a) caro(a) leitor(a), um pouco sobre o universo dos principais arqu\u00e9tipos estudados e desenvolvidos por Carl Gustav Jung. Relembrando que os principais Arqu\u00e9tipos s\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>Persona;<\/li>\n<li>Sombra;<\/li>\n<li>Anima;<\/li>\n<li>Animus;<\/li>\n<li>Grande M\u00e3e;<\/li>\n<li>Velho S\u00e1bio;<\/li>\n<li>Her\u00f3i;<\/li>\n<li>Self.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Persona:<\/strong>\u00a0A persona s\u00e3o as m\u00e1scaras sociais. Na realidade, a persona \u00e9 tudo aquilo que mostramos publicamente.<\/p>\n<p>Este Arqu\u00e9tipo nos remete ao processo de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s exig\u00eancias que a sociedade nos imp\u00f5e.<\/p>\n<p>A Persona que mostramos em nossa vida social, n\u00e3o pode e n\u00e3o deve ser exatamente a mesma que apresentamos em nossa vida particular.<\/p>\n<p>Tudo em nossa vida, deve girar em torno de um equil\u00edbrio. N\u00e3o \u00e9 saud\u00e1vel, em hip\u00f3tese alguma, levarmos para a nossa vida particular todas as caracter\u00edsticas contidas na persona.<\/p>\n<p>Se assim o fizermos, nos afastaremos de nossa pr\u00f3pria individualidade.<\/p>\n<p>No entanto, \u00e9 importante ressaltar que n\u00e3o podemos abandonar por completo as exig\u00eancias que permeiam nossa vida social.<\/p>\n<p>\u00c9 extremamente necess\u00e1rio considerar a import\u00e2ncia dos v\u00ednculos que criamos na sociedade. Portanto, devemos encontrar o equil\u00edbrio entre o que a sociedade espera de mim e o que eu realmente sou.<\/p>\n<p><strong>Sombra:<\/strong>\u00a0A sombra \u00e9 considerada o Arqu\u00e9tipo que envolve todos os aspectos contidos em nossa personalidade.<\/p>\n<p>\u00c9 tudo aquilo que recusamos a reconhecer, pois a sombra \u00e9 o conte\u00fado de todas aquelas tend\u00eancias que julgamos ser inaceit\u00e1veis.<\/p>\n<p>No entanto, \u00e9 importante esclarecer que a sombra tamb\u00e9m possui aspectos construtivos e criativos que auxiliam a nossa personalidade.<\/p>\n<p>De acordo com o pensamento Junguiano, para sermos inteiros precisamos nos esfor\u00e7ar para conhecer a nossa sombra.<\/p>\n<p>O desconhecimento de si mesmo pode levar o indiv\u00edduo a uma posi\u00e7\u00e3o de prisioneiro de sua pr\u00f3pria sombra, vivendo assim, uma vida de tristezas, com desconfian\u00e7as e descren\u00e7as a respeito de sua pr\u00f3pria vida.<\/p>\n<p><strong>Anima:\u00a0<\/strong>Segundo Carl Gustav Jung, anima \u00e9 o lado feminino do homem. S\u00e3o os aspectos femininos que configuram uma parte do inconsciente coletivo do homem.<\/p>\n<p>A anima \u00e9 o lado emocional e sens\u00edvel do masculino. Na realidade, poucos homens se sentem confort\u00e1veis em reconhecer o seu lado feminino.<\/p>\n<p>Para a maioria deles, \u00e9 muito mais f\u00e1cil e tranquilo reconhecer a Sombra do que reconhecer a Anima.<\/p>\n<p>O arqu\u00e9tipo Anima \u00e9 o produto de todas as experi\u00eancias que nossos ancestrais masculinos tiveram com suas m\u00e3es (principalmente com m\u00e3es), irm\u00e3s, companheiras e filhas, originando ent\u00e3o uma imagem generalizada da mulher.<\/p>\n<p>A anima modela todos os relacionamentos que o homem se depara ao longo de sua jornada. Podemos concluir que os homens enxergam suas parceiras n\u00e3o como elas s\u00e3o, mas sim, segundo a sua Anima.<\/p>\n<p><strong>Animus:<\/strong>\u00a0De acordo com Jung, animus \u00e9 o lado masculino da mulher. S\u00e3o os aspectos masculinos que configuram uma parte do inconsciente coletivo da mulher.\u00a0 A anima \u00e9 o lado racional do Feminino.<\/p>\n<p>O arqu\u00e9tipo Animus \u00e9 o resultado de todas as experi\u00eancias que nossas ancestrais femininas tiveram com seus pais, irm\u00e3os, companheiros e filhos, originando ent\u00e3o uma imagem generalizada do homem.<\/p>\n<p>O animus moldar\u00e1 todos os relacionamentos que a mulher encontrar\u00e1 ao longo da vida. Assim como a Anima influencia o homem, podemos concluir que as mulheres tamb\u00e9m enxergam seus parceiros n\u00e3o como eles s\u00e3o, mas sim, segundo o Animus.<\/p>\n<p><strong>Grande M\u00e3e:<\/strong>\u00a0A Grande M\u00e3e \u00e9 o arqu\u00e9tipo que envolve as caracter\u00edsticas positivas e negativas da figura materna. Tamb\u00e9m consiste no fruto de nossas experi\u00eancias ancestrais (Genitoras e Matriarcas).<\/p>\n<p>Caracter\u00edsticas positivas \u2013 A fertilidade e a nutri\u00e7\u00e3o, pois ela \u00e9 aquela que produz e sustenta a vida.<\/p>\n<p>Caracter\u00edsticas Negativas \u2013 O poder e a destrui\u00e7\u00e3o, pois a Grande M\u00e3e tamb\u00e9m \u00e9 capaz de devorar e negligenciar a sua cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>O Velho S\u00e1bio<\/strong>: \u00c9 conhecido como o <a href=\"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/puer-e-senex-o-equilibrio-entre-maturidade-e-juventude\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Arqu\u00e9tipo da Sabedoria<\/strong><\/a>, dos mist\u00e9rios da vida e seus significados. Tamb\u00e9m pode ter o seu aspecto negativo, tais como, a rigidez, o excesso de moralidade e o falso saber.<\/p>\n<p>O sentido desse arqu\u00e9tipo \u00e9 totalmente inconsciente. Todos carregam em si o Arqu\u00e9tipo do Velho S\u00e1bio, infelizmente, esta figura arquet\u00edpica em n\u00f3s, muitas vezes nos confundem atrav\u00e9s de discursos bem convincentes.<\/p>\n<p>Pol\u00edticos e religiosos s\u00e3o movidos pelo aspecto negativo relacionado a este arqu\u00e9tipo.<\/p>\n<p><strong>O Her\u00f3i:<\/strong>\u00a0Este \u00e9 o arqu\u00e9tipo que luta contra todas as adversidades, tempestades e contra todo o mal.<\/p>\n<p>Todos os her\u00f3is t\u00eam a sua fraqueza. No entanto, quando vemos um her\u00f3i vencendo as suas batalhas, temos a sensa\u00e7\u00e3o de liberta\u00e7\u00e3o e conquista da nossa pr\u00f3pria consci\u00eancia.<\/p>\n<p>O Arqu\u00e9tipo do Her\u00f3i produz em n\u00f3s uma a\u00e7\u00e3o motivadora que nos impulsiona para a busca do equil\u00edbrio t\u00e3o almejado durante a jornada.<\/p>\n<p><strong>O Self<\/strong>: O Arqu\u00e9tipo dos Arqu\u00e9tipos. O <a href=\"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/self-o-arquetipo-dos-arquetipos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Self<\/strong> <\/a>nos remete ao crescimento pessoal, a busca pela perfei\u00e7\u00e3o e sua totalidade.<\/p>\n<p>O arqu\u00e9tipo Self, na concep\u00e7\u00e3o de Carl Gustav Jung, representa a unidade, a integra\u00e7\u00e3o e a harmonia da nossa personalidade.<\/p>\n<p>Ele \u00e9 o Centro, assim como o Sol \u00e9 o Centro do Sistema Solar. A fun\u00e7\u00e3o desse Arqu\u00e9tipo de extrema import\u00e2ncia consiste na organiza\u00e7\u00e3o e na unifica\u00e7\u00e3o, pois ele tem a poderosa miss\u00e3o de atrair e harmonizar os demais arqu\u00e9tipos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O reconhecimento dos Arqu\u00e9tipos s\u00e3o pe\u00e7as fundamentais na <a href=\"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/as-mulheres-que-moldaram-a-psicologia-analitica\/\"><strong>an\u00e1lise Junguiana<\/strong><\/a> e nos auxiliam de forma consider\u00e1vel na busca pelo equil\u00edbrio, pelo autoconhecimento e pela paz interior, sendo tamb\u00e9m uma importante ferramenta no sentido de elaborarmos e vivenciarmos nossos complexos.<\/p>\n<p><em>Texto: Evandro Rodrigo Trop\u00e9ia para Instituto Freedom. Psicoterapeuta &#8211; CRP: 06\/143949.<\/em><\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>HALL, C.S; Nordby, V.J. Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Psicologia Junguiana. Ed. Cultrix, SP, 2003.<\/li>\n<li>JUNG, C.G. A Natureza da Psique. 7. ed. Petr\u00f3polis: Vozes, 2009.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo o Psiquiatra su\u00ed\u00e7o Carl Gustav Jung (1875-1961), os conte\u00fados arquet\u00edpicos s\u00e3o frutos das marcas ps\u00edquicas adquiridas nas viv\u00eancias como o contato com os fen\u00f4menos naturais, o surgimento do sol,&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":687,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-686","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-psicologia-analitica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/686","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=686"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/686\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1964,"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/686\/revisions\/1964"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/687"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=686"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=686"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=686"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}