{"id":767,"date":"2017-02-14T04:08:50","date_gmt":"2017-02-14T04:08:50","guid":{"rendered":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/?p=767"},"modified":"2023-04-13T14:31:02","modified_gmt":"2023-04-13T14:31:02","slug":"a-sombra-e-os-viloes-dos-contos-e-fadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/a-sombra-e-os-viloes-dos-contos-e-fadas\/","title":{"rendered":"A SOMBRA E OS VIL\u00d5ES DOS CONTOS E FADAS"},"content":{"rendered":"<p>Os vil\u00f5es geralmente s\u00e3o figuras que nos causam emo\u00e7\u00f5es fortes e antag\u00f4nicas.<\/p>\n<p>Torcemos para que ele sofra e receba o castigo que merece, no entanto, sentimos um fasc\u00ednio inexplic\u00e1vel por essa figura sombria.<\/p>\n<p>Nos contos de fadas cl\u00e1ssicos observamos que as figuras dos her\u00f3is e vil\u00f5es apresentam uma dicotomia bem e mal de forma bastante acentuada.<\/p>\n<p>O mocinho, ou mocinha, nos contos parecem irreais e \u201cbonzinhos\u201d ao extremo. Parecendo que essas figuras nucleares dos contos de fada n\u00e3o t\u00eam emo\u00e7\u00f5es, e que s\u00e3o figuras abstratas e n\u00e3o humanas.<\/p>\n<p>Ele, ou ela, \u00e9 completamente preto, ou completamente branco, e tem rea\u00e7\u00f5es estereotipadas: ele salva a dama e mata o le\u00e3o, e n\u00e3o teme a velha da floresta etc. Sendo algo completamente esquem\u00e1tico (Von Franz, 2005).<\/p>\n<p>Isso ocorre porque o her\u00f3i e a hero\u00edna nos contos s\u00e3o modelos arquet\u00edpicos. Eles n\u00e3o representam um ego humano, mas representam um modelo de ego funcionando de acordo com o SELF. S\u00e3o modelos que devem ser observados, pois demonstram o ego funcionando corretamente, ou seja, um ego que funciona de acordo com as solicita\u00e7\u00f5es do SELF (Von Franz, 2005).<\/p>\n<p>\u00c9 importante termos em mente, ent\u00e3o, que as princesas e her\u00f3is nos contos de fadas s\u00e3o figuras simb\u00f3licas e n\u00e3o um ser humano comum. Se tomarmos essa figura de forma literal, ela n\u00e3o far\u00e1 nenhum sentido e perdemos a ess\u00eancia do aprendizado que a hist\u00f3ria nos traz.<\/p>\n<p>O mesmo ocorre nos sonhos. Na psicologia anal\u00edtica n\u00e3o analisamos os sonhos de forma literal, pois se trata de um material simb\u00f3lico, uma met\u00e1fora para anunciar uma mensagem do inconsciente e mostrar a situa\u00e7\u00e3o ps\u00edquica do sonhador.<\/p>\n<p>Podemos supor, ent\u00e3o, que o vil\u00e3o fa\u00e7a esse contraponto da maldade que falta nos her\u00f3is. Que bruxas, magos, ogros e outros antagonistas, sejam a sombra do her\u00f3i ou da princesa.<\/p>\n<p>Para isso \u00e9 importante que saibamos do que se trata a sombra, que n\u00e3o \u00e9 um conceito t\u00e3o simples.<\/p>\n<p>Na psicologia junguiana, definimos sombra como a personifica\u00e7\u00e3o de certos aspectos inconscientes da personalidade que poderiam ser acrescentados ao complexo do ego mas que, por v\u00e1rias raz\u00f5es, n\u00e3o o s\u00e3o (Von Franz, 2002).<\/p>\n<p>O ego humano possui a tend\u00eancia \u2013 \u00e0 medida que vai se desenvolvendo e se estruturando \u2013 em se identificar com caracter\u00edsticas ideias da personalidade, com aquilo que \u00e9 valorizado pela fam\u00edlia, pelo meio e pela cultura. Somos condicionados a sermos polidos, generosos, educados e assim nos revestimos com uma persona adequada ao conv\u00edvio com a sociedade e com os valores coletivos.<\/p>\n<p>Com isso caracter\u00edsticas que n\u00e3o s\u00e3o adequadas \u00e0 nossa autoimagem, como agressividade, ego\u00edsmo, inveja, s\u00e3o relegadas \u00e0 penumbra do inconsciente. Ego e sombra formam ent\u00e3o pares de opostos e se desenvolvem e a partir da mesma experi\u00eancia de vida.<\/p>\n<p>A sombra \u00e9, em parte, a parcela obscura, n\u00e3o vivida e reprimida da estrutura do ego.<\/p>\n<p>Contudo, geralmente, quando investigamos a fundo a sombra, descobrimos que consiste em parte de elementos pessoais e em parte de elementos coletivos. Aquilo que foi reprimido pelo coletivo \u00e9 assimilado pela sombra pessoal.<\/p>\n<p>A sombra se constr\u00f3i a partir de qualidades reprimidas advindas de valores culturais que imp\u00f5e um ideal de conduta que tomamos como nossos na constru\u00e7\u00e3o de nossa autoimagem.<\/p>\n<p>Von Franz (2002) aponta que \u00e9 relativamente f\u00e1cil reconhecer esses elementos e \u00e9 isto que chamamos \u201ctornar a sombra consciente\u201d, atrav\u00e9s de uma certa dose de insight, com a ajuda de sonhos e assim por diante \u2014 e \u00e9 normalmente nesse ponto que a an\u00e1lise \u00e9 interrompida.<\/p>\n<p>No entanto, as pessoas podem at\u00e9 saber qual \u00e9 a sua sombra \u2013 observando suas proje\u00e7\u00f5es, por exemplo \u2013 mas n\u00e3o sabem integra-la nem express\u00e1-la de forma adequada na vida cotidiana.<br \/>\nFornecer espa\u00e7o na vida para a sombra, sem sucumbir a ela, \u00e9 um ato heroico, pois ela traz mudan\u00e7as n\u00e3o somente para a vida da pessoa, como afeta outros trazendo mudan\u00e7as que n\u00e3o agradam \u00e0s pessoas do seu meio, uma vez que elas ter\u00e3o que se readaptar e tamb\u00e9m olhar para sua pr\u00f3pria sombra \u2013 algo que n\u00e3o \u00e9 agrad\u00e1vel de se fazer.<\/p>\n<p>\u00c9 um ato de grande coragem enfrentar e aceitar uma qualidade que n\u00e3o nos \u00e9 agrad\u00e1vel, que se escondeu por muito tempo. O grande problema \u00e9tico surge quando se decide expressar a sombra conscientemente. Isso requer grande cuidado e reflex\u00e3o, para que n\u00e3o se produza uma rea\u00e7\u00e3o perturbadora e uma autodestrui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nos contos de fadas o her\u00f3i espelha a forma ideal de integra\u00e7\u00e3o com a sombra. Ele possui a capacidade de saber lidar com a sombra de forma ideal, e ainda assimilar seu conte\u00fado sem ser destru\u00eddo por ela.<\/p>\n<p>E geralmente vemos a sombra, ou seja, o lado n\u00e3o desenvolvido da personalidade, na figura do vil\u00e3o.<\/p>\n<p>No entanto, a sombra nos contos de fadas possui um car\u00e1ter arquet\u00edpico e espelha uma sombra coletiva, ou seja, aspectos sombrios que foram relegados e reprimidos da consci\u00eancia, que s\u00e3o comuns a toda a humanidade.<\/p>\n<p>Contudo, como aponta Von Franz (2002), quando partes de nossa sombra pessoal n\u00e3o est\u00e3o suficientemente integradas, a sombra coletiva pode passar furtivamente por essa porta.<\/p>\n<p>Consequentemente devemos estar conscientes da exist\u00eancia desses dois aspectos, porque este \u00e9 um problema \u00e9tico e pr\u00e1tico capaz de causar enormes danos.<\/p>\n<p>Por essa raz\u00e3o, os contos de fadas podem na auxiliar na conscientiza\u00e7\u00e3o de nossos aspectos sombrios e assim integrarmos esses aspectos e n\u00f3s, ao mesmo tempo que contribu\u00edmos para o aumento de consci\u00eancia coletiva, pois esta consiste na soma de todas as sombras individuais.<\/p>\n<p>Gostaria de usar como exemplo, para observarmos a quest\u00e3o da sombra um dos contos de fadas mais famosos da humanidade: Cinderela.<\/p>\n<p>La temos a quest\u00e3o da princesa, a madrasta m\u00e1 e as irm\u00e3s posti\u00e7as. Inicialmente temos uma quest\u00e3o de quatro pessoas. Essa estrutura quadrupla \u00e9 comum nos contos de fadas e espelha uma quest\u00e3o muito comum na psicologia anal\u00edtica, que \u00e9 o trabalho com as quatro fun\u00e7\u00f5es da consci\u00eancia e o enfrentamento da fun\u00e7\u00e3o inferior.<\/p>\n<p>A fun\u00e7\u00e3o inferior \u00e9 sempre oposta e incompat\u00edvel com a atitude habitual da consci\u00eancia. Por exemplo, um tipo pensador, racional e investigativo ter\u00e1 muita dificuldade em expressar seus sentimentos e a falar de suas quest\u00f5es \u00e9ticas. N\u00e3o que ele n\u00e3o sinta nada, mas ele possui dificuldade em acessar e a expressar o que sente, e quando faz \u00e9 de uma forma bem infantil, o que o deixa muito embara\u00e7ado. Um exemplo famoso desse tipo vemos em Sherlock Holmes, cuja intelig\u00eancia e racionalidade s\u00e3o bem refinadas, mas suas express\u00f5es de sentimentos s\u00e3o desajeitadas e sua falta de questionamento \u00e9tico \u00e9 claramente nula em suas a\u00e7\u00f5es. Tudo o que um tipo pensador quer \u00e9 chegar a solu\u00e7\u00e3o de um problema, ou quest\u00e3o, n\u00e3o importa por cima de quem ou o que ele passar\u00e1.<\/p>\n<p>A sombra ent\u00e3o no tipo pensador ir\u00e1 se revestir do sentimentalismo de sua fun\u00e7\u00e3o inferior. E isso ocorre com os outros tipos tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>No conto Cinderela, a hero\u00edna mostra aspectos de uma fun\u00e7\u00e3o inferior relegada e desconsiderada pela consci\u00eancia (madrasta) e as irm\u00e3s (fun\u00e7\u00f5es auxiliares). N\u00e3o importa a qualidade da fun\u00e7\u00e3o superior em quest\u00e3o, esse conto pode se aplicar a qualquer tipo.<br \/>\nMas o conto, assim como os sonhos, temos uma fun\u00e7\u00e3o compensat\u00f3ria para a consci\u00eancia, e por isso a fun\u00e7\u00e3o inferior (Cinderela) \u00e9 revestida de import\u00e2ncia e \u00e9 quem restabelece a ordem de harmonia da psique.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, podemos ver no conto a quest\u00e3o da sombra entre irm\u00e3s.<\/p>\n<p>Para uma mulher, irm\u00e3 \u00e9 a outra pessoa mais semelhante a ela mesma dentre todas as criaturas do mundo. Ela \u00e9 do nosso mesmo sexo e gera\u00e7\u00e3o, carrega a mesma heran\u00e7a biol\u00f3gica e social. Tem os mesmos pais; crescem na mesma fam\u00edlia e s\u00e3o expostas aos mesmos valores, premissas e padr\u00f5es de intera\u00e7\u00e3o (Dowing, 2011).<\/p>\n<p>Ainda assim, essa outra pessoa t\u00e3o semelhante \u00e9, indiscutivelmente, outra. E que serve como compara\u00e7\u00e3o com a qual se define a si mesma.<\/p>\n<p>Irm\u00e3os\/irm\u00e3s do mesmo sexo parecem ser um para o outro, paradoxalmente, tanto o eu ideal quanto \u201ca sombra\u201d. Eles est\u00e3o envolvidos num processo m\u00fatuo, \u00fanico e rec\u00edproco de autodefini\u00e7\u00e3o. Embora a filha conceba a m\u00e3e tanto quanto a m\u00e3e concebe a filha, o relacionamento m\u00e3e-filha n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o sim\u00e9trico quanto o relacionamento irm\u00e3-irm\u00e3 (Dowing, 2011).<\/p>\n<p>Percebemos nas fam\u00edlias que h\u00e1 uma polariza\u00e7\u00e3o entre as irm\u00e3s e uma competi\u00e7\u00e3o entre elas. Uma \u00e9 tida como \u201ca mais bonita\u201d enquanto a outra \u00e9 a \u201cmais inteligente\u201d por exemplo.<\/p>\n<p>A din\u00e2mica se reflete da seguinte forma: \u201cEu sou quem ela n\u00e3o \u00e9. Ela \u00e9 o que eu mais gostaria de ser mas acho que nunca serei, e tamb\u00e9m o que mais me orgulho de n\u00e3o ser mas tenho medo de vir a ser.\u201d<\/p>\n<p>Em Cinderela essa din\u00e2mica \u00e9 visualizada no relacionamento dela com as irm\u00e3s, atrav\u00e9s da inveja, sentimento sombrio que se desdobra com facilidade nas rela\u00e7\u00f5es entre irm\u00e3os do mesmo sexo. A sombra invejosa de Cinderela se projeta nas irm\u00e3s. No fundo, ela tamb\u00e9m gostaria de ter o amor materno e a aten\u00e7\u00e3o que ela n\u00e3o tem.<\/p>\n<p>A Irm\u00e3 e o Irm\u00e3o arqu\u00e9tipos, t\u00e3o presentes na nossa vida ps\u00edquica {independentemente da experi\u00eancia literal) quanto a M\u00e3e e o Pai.<br \/>\nNo conto, podemos observar que essa rela\u00e7\u00e3o entre irm\u00e3s \u00e9 bastante influenciada pela m\u00e3e. Se uma m\u00e3e anseia por uma irm\u00e3 que n\u00e3o teve, pode idealizar a rela\u00e7\u00e3o de suas filhas e tentar manter submersa a rivalidade entre elas, o que pode prejudicar em muito a assimila\u00e7\u00e3o da sombra das meninas, pois na sombra est\u00e1 aquilo que a garota deseja e teme ser.<\/p>\n<p>Segundo Freud, embora tenhamos transformado o amor pais-filhos em algo sagrado, mantivemos o car\u00e1ter profano do amor fraterno. O arqu\u00e9tipo da irm\u00e3 para mulher pode ser vivenciado como algo menos esmagadoramente numinoso que o arqu\u00e9tipo da M\u00e3e. A irm\u00e3 \u00e9 uma mulher e n\u00e3o uma deusa, algo comum de ocorrer na proje\u00e7\u00e3o do amor m\u00e3e e filha.<\/p>\n<p>Com a irm\u00e3 \u00e9 poss\u00edvel para a mulher compreender aquilo que a torna humana, pois \u00e9 essa uma das fun\u00e7\u00f5es mais importantes da sombra, impedir a infla\u00e7\u00e3o do ego e a identifica\u00e7\u00e3o com conte\u00fados numinosos.<\/p>\n<p>A humilha\u00e7\u00e3o de Cinderela com essa sombra fraterna permitiu que ela se tornasse mais humana, mais tridimensional. A inveja que ela sentiu das irm\u00e3s mobilizou \u2013 a \u00e0 a\u00e7\u00e3o (ir ao baile).<br \/>\nAs mais profundas reflex\u00f5es de Jung sobre o significado interior de \u201cser irm\u00e3o\u201d se inspiraram, n\u00e3o nos irm\u00e3os antag\u00f4nicos, e sim nos Di\u00f3scuros gregos: os g\u00eameos Castor e P\u00f3lux, um mortal e o outro imortal, t\u00e3o devotados um ao outro que nem na morte querem separar-se (Dowing, 2011).<\/p>\n<p>Em Cinderela vemos o esquema proposto por Jung no processo de individua\u00e7\u00e3o. A sombra como personifica\u00e7\u00e3o dos aspectos desvalorizados e negados da nossa hist\u00f3ria pessoal, representada pelas irm\u00e3s; aspectos esses que precisamos reintegrar antes de estarmos prontos para o verdadeiro trabalho de individua\u00e7\u00e3o, que se faz atrav\u00e9s do embate com os arqu\u00e9tipos do sexo oposto (Anima e Animus), no conto simbolizado pelo o pr\u00edncipe. O \u00faltimo est\u00e1gio da jornada em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 totalidade psicol\u00f3gica, como Jung a descreve, mais uma vez envolve um arqu\u00e9tipo que aparece como uma figura do mesmo sexo, o Self (no conto representado pela fada madrinha).<\/p>\n<p>No conto podemos observar que esse n\u00e3o \u00e9 um processo linear, e que ser\u00e1 sempre retomado para o aprofundamento da personalidade.<\/p>\n<p>Para finalizar, ent\u00e3o, Jung comumente denomina a sombra como \u201cirm\u00e3\u201d ou \u201cirm\u00e3o\u201d, o nosso duplo, aquele com o qual somos obrigados a conviver, n\u00e3o podemos nos separar completamente e no qual fatalmente nos renderemos por amor em nosso processo de individua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No conto de fadas A Princesa Enfeiti\u00e7ada, dos Grimm, o her\u00f3i recebe a ajuda de um espirito que age como seu irm\u00e3o de jornada, auxiliando no salvamento e confronto com a Anima.<br \/>\nPortanto, \u00e9 esse irm\u00e3o \u2013 irm\u00e3, que nos auxiliar\u00e1 no confronto com a Anima ou Animus. Sem sua ajuda sucumbimos aos seus poderes e somos dominados por essas for\u00e7as.<\/p>\n<p>Quer saber mais? Acesse:\u00a0<a href=\"https:\/\/l.facebook.com\/l.php?u=https%3A%2F%2Fgoo.gl%2FqJA1fk&amp;h=ATP2GvEyomulNv3CLW1L0RI4h9G2wKvq1-bYSBMgfTwRlFXMOS8Ylnlyzp8RpGdgL76tH4zsIexj_7FwGLyIYIDqjOD9n7DMxmlMPjR4a69AeOiLB2unB5pF6z7VIZvsaHyylN4&amp;enc=AZPYHnXWKI1dKuwiSb8WnrH4VJwRNsVzuBbj4wqhUjl6LWxzL2kM-k7ya0SWHFVladWE2kssVKj4-9DPaA5H8RRGTVqp5Kx7jaQahspD7r0r5GzMlWZ-MoL2nTT7AoVSCvJ564YaCmls80GdNFzsN5ySuAAjDACWg1SNhoQmWzTD-dMVpIfaNYcEaqOehyicESHY9BGaqN1fBBqMafPPy1aa&amp;s=1\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener noreferrer\">https:\/\/goo.gl\/qJA1fk<\/a><\/p>\n<p>\u2014<br \/>\nRefer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas:<br \/>\nDOWING, C. in ZWEIG, C; ABRAMS, J (orgs.). Ao encontro da sombra: o potencial oculto da natureza humana. S\u00e3o Paulo: Editora Cultrix, 2011.<br \/>\nVON FRANZ, M. L. A interpreta\u00e7\u00e3o dos contos de fada. 5 ed. Paulus. S\u00e3o Paulo: 2005.<br \/>\n________________. A sombra e o mal nos contos de fada. 3 ed. Paulus. S\u00e3o Paulo: 2002.0000<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os vil\u00f5es geralmente s\u00e3o figuras que nos causam emo\u00e7\u00f5es fortes e antag\u00f4nicas. 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