{"id":832,"date":"2020-03-19T18:00:55","date_gmt":"2020-03-19T18:00:55","guid":{"rendered":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/?p=832"},"modified":"2023-04-13T14:30:05","modified_gmt":"2023-04-13T14:30:05","slug":"a-consciencia-e-sua-relatividade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/a-consciencia-e-sua-relatividade\/","title":{"rendered":"A consci\u00eancia e sua relatividade"},"content":{"rendered":"<p>Quando os conte\u00fados ps\u00edquicos est\u00e3o mais conscientes, estes conte\u00fados funcionam de forma espec\u00edfica. Em geral adquirem um car\u00e1ter mais objetivo e pessoal, possuem uma natureza que tem rela\u00e7\u00e3o com a adapta\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo e podem ser analisados de maneira focal e com mais clareza.<\/p>\n<p>Os conte\u00fados que est\u00e3o na consci\u00eancia &#8220;perdem seu car\u00e1ter autom\u00e1tico e podem ser transformados substancialmente. Despojam-se de seu inv\u00f3lucro mitol\u00f3gico, personalizam-se e se racionalizam, entrando no processo de adapta\u00e7\u00e3o que tem lugar na consci\u00eancia, e, deste modo, torna-se poss\u00edvel uma esp\u00e9cie de discuss\u00e3o dial\u00e9tica.&#8221; (JUNG, 2013, p. 134)<\/p>\n<p>Mas \u00e9 sempre bom lembrar que um dos pontos chave da psicologia de Jung \u00e9 compreender que em tudo veremos a presen\u00e7a dos opostos, da relatividade e da complementaridade. Se falamos de algo, tamb\u00e9m devemos considerar seu oposto. Se pensamos em algo, devemos considerar o pensamento oposto, se sentimos algo, como est\u00e1 o sentimento oposto \u00e0 isso? Oposto seria complementar. Uma psicologia que considera a din\u00e2mica dos opostos complementares.<\/p>\n<p>A relatividade portanto est\u00e1 sempre presente. A afirma\u00e7\u00e3o de algo deve ter o cuidado de ser vista como uma suposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;&#8230;a consci\u00eancia \u00e9 tamb\u00e9m relativa, pois abrange n\u00e3o somente a consci\u00eancia como tal, mas toda uma escala de intensidade da consci\u00eancia. [&#8230;] Consequentemente existe uma consci\u00eancia na qual o inconsciente predomina, como h\u00e1 consci\u00eancia em que domina a autoconsci\u00eancia. Este paradoxo se torna imediatamente compreens\u00edvel quando nos damos conta de que n\u00e3o h\u00e1 nenhum conte\u00fado inconsciente a respeito do qual se possa afirmar com absoluta certeza que \u00e9 em tudo e por tudo consciente, pois isto necessitaria uma totalidade inimagin\u00e1vel da consci\u00eancia, e uma totalidade desta natureza pressuporia uma totalidade ou integralidade igualmente inimagin\u00e1vel da mente humana. Assim chegamos \u00e0 conclus\u00e3o paradoxal de que n\u00e3o h\u00e1 um conte\u00fado consciente que n\u00e3o seja tamb\u00e9m inconsciente sob outro aspecto. \u00c9 poss\u00edvel igualmente que n\u00e3o haja um psiquismo inconsciente que n\u00e3o seja, ao mesmo tempo, consciente.&#8221; (JUNG, 2013, p. 135)<\/p>\n<p>Refer\u00eancia Bibliogr\u00e1fica:<\/p>\n<p>JUNG, Carl G. A Natureza da Psique. Cole\u00e7\u00e3o Obra Completa de C. G. Jung. Vol. 8\/2. Trad. Mateus Ramalho Rocha. 10 ed. &#8211; Petr\u00f3polis: Vozes, 2013.<\/p>\n<p>Texto:<\/p>\n<p>Alessandra M. Esquillaro &#8211; CRP 06\/97347<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando os conte\u00fados ps\u00edquicos est\u00e3o mais conscientes, estes conte\u00fados funcionam de forma espec\u00edfica. 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