{"id":871,"date":"2020-06-11T20:54:45","date_gmt":"2020-06-11T20:54:45","guid":{"rendered":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/?p=871"},"modified":"2023-04-13T14:29:52","modified_gmt":"2023-04-13T14:29:52","slug":"si-mesmo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/si-mesmo\/","title":{"rendered":"Si-mesmo"},"content":{"rendered":"<p>Ao perceber que h\u00e1 um ponto central que cont\u00e9m a totalidade de cada ser humano, incluindo consciente e inconsciente, Jung denominou esse ponto central de si-mesmo ou Self.<\/p>\n<p>O si-mesmo estaria ordenando o processo de individua\u00e7\u00e3o como algo divino, transcendente, que vai al\u00e9m de nossas explica\u00e7\u00f5es racionais que partem exclusivamente do ego. Ao mesmo tempo em que exprime um conceito explic\u00e1vel, psicologicamente falando.<\/p>\n<p>Esse ponto central da personalidade seria o in\u00edcio, de onde partimos e ao mesmo tempo para onde vamos, cada um ao seu destino pr\u00f3prio.<\/p>\n<p>Segundo Jung (2008, p. 112)<\/p>\n<p>Dei a este ponto central o nome de <em>si-mesmo<\/em> (Selbst). Intelectualmente, ele n\u00e3o passa de um conceito psicol\u00f3gico, de uma constru\u00e7\u00e3o que serve para exprimir o incognosc\u00edvel que, obviamente, ultrapassa os limites da nossa capacidade de compreender. O <em>si-mesmo<\/em> tamb\u00e9m pode ser chamado o \u201cDeus em n\u00f3s\u201d. Os prim\u00f3rdios de toda nossa vida ps\u00edquica parecem surgir inextricavelmente deste ponto e as metas mais altas e derradeiras parecem dirigir-se para ele. Tal paradoxo \u00e9 inevit\u00e1vel como sempre que tentamos definir o que ultrapassa os limites de nossa compreens\u00e3o. Espero ter esclarecido suficientemente o leitor atento para poder acrescentar que o <em>si-mesmo<\/em> est\u00e1 para o <em>eu<\/em>, assim como o sol est\u00e1 para a terra. Ambos n\u00e3o s\u00e3o permut\u00e1veis. N\u00e3o se trata, por\u00e9m, de uma deifica\u00e7\u00e3o do homem ou de uma degrada\u00e7\u00e3o de Deus. O que est\u00e1 al\u00e9m da compreens\u00e3o humana \u00e9, por isso mesmo, inalcan\u00e7\u00e1vel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A psicologia de Jung se relaciona com o que temos de mais simples em nossa vida, com o cotidiano, ao mesmo tempo em que aborda o que vai al\u00e9m, o que amplia, o que transcende. Os opostos sempre presentes.<\/p>\n<p>Esse caminho, essa vis\u00e3o tem o potencial de transformar vidas, indiv\u00edduos, mundos. O momento clama por essas transforma\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Participe com a gente desse movimento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Refer\u00eancia Bibliogr\u00e1fica<\/p>\n<p>JUNG, Carl G. <strong>O Eu e o Inconsciente<\/strong>. Cole\u00e7\u00e3o Obra Completa de C. G. Jung. Vol. 7\/2. Trad. Dora Ferreira da Silva. 21 ed. &#8211; Petr\u00f3polis: Vozes, 2008.<\/p>\n<p>Texto: Alessandra M. Esquillaro &#8211; CRP 06\/97347<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao perceber que h\u00e1 um ponto central que cont\u00e9m a totalidade de cada ser humano, incluindo consciente e inconsciente, Jung denominou esse ponto central de si-mesmo ou Self. O si-mesmo&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":874,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[43,17,40,205,247],"class_list":["post-871","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-psicologia-analitica","tag-carl-gustav-jung","tag-carl-jung","tag-individuacao","tag-o-eu-e-o-inconsciente","tag-si-mesmo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/871","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=871"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/871\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":875,"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/871\/revisions\/875"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/874"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=871"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=871"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=871"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}