{"id":877,"date":"2020-06-18T20:30:58","date_gmt":"2020-06-18T20:30:58","guid":{"rendered":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/?p=877"},"modified":"2023-04-13T14:29:51","modified_gmt":"2023-04-13T14:29:51","slug":"o-simbolo-da-totalidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/o-simbolo-da-totalidade\/","title":{"rendered":"O s\u00edmbolo da totalidade"},"content":{"rendered":"<p>Na psicologia anal\u00edtica sempre nos deparamos com a exist\u00eancia dos opostos, eles est\u00e3o sempre presentes. Quando falamos de um lado, devemos considerar seu lado oposto e vice-versa. A concep\u00e7\u00e3o de um ponto central da personalidade tamb\u00e9m leva em considera\u00e7\u00e3o essa realidade conflituosa, permeada pelos opostos, em que a vida se d\u00e1. \u201cO <em>si-mesmo<\/em> pode ser caracterizado como uma esp\u00e9cie de compensa\u00e7\u00e3o do conflito entre o interior e o exterior\u201d (JUNG, 2008, p. 14).<\/p>\n<p>O si-mesmo, seria tamb\u00e9m um resultado, um fim \u00e0 ser atingido paulatinamente atrav\u00e9s de um esfor\u00e7o cont\u00ednuo, representando o objetivo da vida. O si-mesmo expressa ao mesmo tempo o indiv\u00edduo singular e a coletividade, perfazendo a combina\u00e7\u00e3o de ambos e complementando um ao outro, compondo um s\u00edmbolo de totalidade (JUNG, 2008).<\/p>\n<p>O si-mesmo cont\u00e9m o eu, sendo que o eu \u00e9 o que mais conhecemos conscientemente. O si-mesmo \u00e9 de natureza desconhecida e transcendente pelo qual um dos meios de acesso \u00e9 o sentir.<\/p>\n<blockquote><p>Sentindo o <em>si-mesmo<\/em> como algo de irracional e indefin\u00edvel, em rela\u00e7\u00e3o ao qual o eu n\u00e3o se op\u00f5e nem se submete, mas simplesmente se liga, girando por assim dizer em torno dele como a terra em torno do sol \u2013 chegamos \u00e0 meta da individua\u00e7\u00e3o. Uso a palavra \u201csentir\u201d para caracterizar o modo aperceptivo da rela\u00e7\u00e3o entre o eu e o <em>si-mesmo<\/em>. Nada se pode conhecer nesta rela\u00e7\u00e3o, uma vez que nada podemos afirmar acerca dos conte\u00fados do <em>si-mesmo<\/em>. O <em>eu<\/em> \u00e9 o \u00fanico dentre os conte\u00fados do <em>si-mesmo<\/em> que conhecemos. O eu individuado sente-se como o objeto de um sujeito desconhecido e de ordem superior. Parece-me que as indaga\u00e7\u00f5es psicol\u00f3gicas chegam aqui ao seu limite extremo, pois a ideia do <em>si-mesmo<\/em> \u00e9 em si e por si um postulado transcendente que pode ser justificado psicologicamente, mas n\u00e3o demonstrado de um modo cientifico. O passo al\u00e9m da ci\u00eancia representou uma necessidade absoluta do desenvolvimento psicol\u00f3gico que aqui tentei descrever; sem este postulado, eu n\u00e3o poderia formular de modo adequado os processos que ocorrem empiricamente. Por isso mesmo, o <em>si-mesmo<\/em> pode pretender pelo menos ter o valor de uma hip\u00f3tese, an\u00e1loga \u00e0 estrutura dos \u00e1tomos. E mesmo que estejamos mais uma vez envolvidos numa imagem, trata-se de algo poderosamente vivo, cuja interpreta\u00e7\u00e3o ultrapassa minhas possibilidades. N\u00e3o duvido em absoluto que se trata de uma imagem, mas \u00e9 uma imagem na qual estamos inclu\u00eddos (JUNG, 2008, p. 114).<\/p><\/blockquote>\n<p>Em tempos dif\u00edceis somos colocados \u00e0 prova, entre conflitos e opostos que se apresentam com intensidade, dentro e fora de cada um de n\u00f3s. As dificuldades sempre cont\u00e9m a semente da transforma\u00e7\u00e3o. Mas \u00e9 preciso se colocar no caminho tamb\u00e9m pela aplica\u00e7\u00e3o da vontade, em busca da compreens\u00e3o dos s\u00edmbolos que se constelam na psique, buscando essa totalidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Refer\u00eancia Bibliogr\u00e1fica<\/p>\n<p>JUNG, Carl G. <strong>O Eu e o Inconsciente<\/strong>. Cole\u00e7\u00e3o Obra Completa de C. G. Jung. Vol. 7\/2. Trad. Dora Ferreira da Silva. 21 ed. &#8211; Petr\u00f3polis: Vozes, 2008.<\/p>\n<p>Texto: Alessandra M. Esquillaro &#8211; CRP 06\/97347<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na psicologia anal\u00edtica sempre nos deparamos com a exist\u00eancia dos opostos, eles est\u00e3o sempre presentes. Quando falamos de um lado, devemos considerar seu lado oposto e vice-versa. 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