{"id":885,"date":"2020-07-02T18:00:47","date_gmt":"2020-07-02T18:00:47","guid":{"rendered":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/?p=885"},"modified":"2023-04-13T14:29:48","modified_gmt":"2023-04-13T14:29:48","slug":"persona-versus-individuacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/persona-versus-individuacao\/","title":{"rendered":"Persona versus Individua\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>00Quando pensamos em desenvolvimento do indiv\u00edduo e processo de individua\u00e7\u00e3o, pensamos em Persona tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Jung desenvolveu esse conceito onde Persona seria essa m\u00e1scara social que se forma atrav\u00e9s de uma rela\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo com a coletividade. O ego vai se identificando com algumas caracter\u00edsticas e vai integrando esses comportamentos na persona, com o objetivo de se adaptar ao mundo (STEIN, 2020).<\/p>\n<p>E por mais que haja algo de individual na persona, na realidade ela \u00e9 uma m\u00e1scara coletiva da psique. Ela aparenta uma certa individualidade, mas se trata de um papel onde quem se expressa \u00e9 a psique coletiva (JUNG, 2008).<\/p>\n<p>Segundo Jung (2008, p. 134)<\/p>\n<p>No fundo a persona nada tem de \u201creal\u201d. Ela \u00e9 um compromisso entre o indiv\u00edduo e a sociedade acerca daquilo que \u201calgu\u00e9m parece ser\u201d: nome, t\u00edtulo, fun\u00e7\u00e3o e isto ou aquilo. De certo modo tais dados s\u00e3o reais; mas, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 individualidade essencial da pessoa, representam algo de secund\u00e1rio, apenas uma imagem de compromisso na qual os outros podem ter uma quota maior do que a do indiv\u00edduo em quest\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>A persona imita uma individualidade, e ela pode ser um obst\u00e1culo \u00e0 individua\u00e7\u00e3o caso o indiv\u00edduo n\u00e3o se conscientize da fun\u00e7\u00e3o dela como m\u00e1scara (STEIN, 2020).<\/p>\n<p>Quando algu\u00e9m se torna um bom cidad\u00e3o, um filho ou uma filha dedicados, um membro devotado da igreja, da escola e do Estado, um empregado de confian\u00e7a, um marido ou esposa, pai ou m\u00e3e, um profissional \u00e9tico, as pessoas sentem que podem confiar nessa pessoa e desse modo dedicar-lhe seus mais elevados sentimentos de estima. Pessoas assim falam com clareza pela fam\u00edlia, pela comunidade, pelo pa\u00eds e mesmo por toda humanidade, mas n\u00e3o por elas mesmas. Se indiv\u00edduos que adotaram personas leais e firmes assim permanecem inconscientes de sua verdadeira individualidade, essa individualidade mant\u00e9m-se desconhecida, e eles se tornam porta-vozes para as atitudes coletivas com as quais se identificam. Embora isso possa servir aos interesses de uma pessoa at\u00e9 certo ponto \u2013 porque, afinal de contas, todos precisam se adaptar \u00e0 sociedade e \u00e0 cultura, e porque uma persona bem constru\u00edda \u00e9 uma vantagem evidente para prop\u00f3sitos pr\u00e1ticos de sobreviv\u00eancia e sucesso social -, esse n\u00e3o \u00e9, sem d\u00favida nenhuma, o objetivo da individua\u00e7\u00e3o. Trata-se apenas de um ponto de parada para ent\u00e3o iniciar o processo de individua\u00e7\u00e3o [&#8230;] De modo compreens\u00edvel, as pessoas s\u00e3o tentadas a se deter nesse ponto, pois n\u00e3o \u00e9 nada f\u00e1cil criar uma persona agrad\u00e1vel, cort\u00eas e eficiente. Dando por conclu\u00edda a tarefa de desenvolvimento psicol\u00f3gico, depois de obter uma identidade social e de estabelecer um adequado padr\u00e3o de vida em tempo e lugar determinados, por que n\u00e3o relaxar e saborear os frutos dos pr\u00f3prios esfor\u00e7os? (STEIN, 2020, p.26)<\/p>\n<p>Mas a individua\u00e7\u00e3o \u00e9 necessariamente um processo rumo \u00e0 diferencia\u00e7\u00e3o dessa psique coletiva. Trata-se de uma for\u00e7a que se sobrepuja \u00e0s outras, e caso o indiv\u00edduo n\u00e3o escolher trilh\u00e1-la por escolha consciente, haver\u00e3o consequ\u00eancias que ser\u00e3o impostas no caminho. Segundo Stein (2020, p. 26), Jung caracteriza \u201cesse tipo de conflito como uma fonte t\u00edpica de neurose e infelicidade na segunda metade da vida\u201d.<\/p>\n<p>Portanto n\u00e3o perca tempo, aprofunde seu conhecimento em Jung e comprometa-se com sua an\u00e1lise, ou inicie seu processo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Refer\u00eancia Bibliogr\u00e1fica<\/p>\n<p>JUNG, Carl G. <strong>O Eu e o Inconsciente<\/strong>. Cole\u00e7\u00e3o Obra Completa de C. G. Jung. Vol. 7\/2. Trad. Dora Ferreira da Silva. 21 ed. &#8211; Petr\u00f3polis: Vozes, 2008.<\/p>\n<p>STEIN, Murray. <strong>Jung e o caminho da individua\u00e7\u00e3o: uma introdu\u00e7\u00e3o concisa<\/strong>. Trad. Euclides Luiz Calloni \u2013 S\u00e3o Paulo: Cultrix, 2020<\/p>\n<p>Texto: Alessandra M. Esquillaro &#8211; CRP 06\/97347<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>00Quando pensamos em desenvolvimento do indiv\u00edduo e processo de individua\u00e7\u00e3o, pensamos em Persona tamb\u00e9m. 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