{"id":99,"date":"2016-06-29T01:39:21","date_gmt":"2016-06-29T01:39:21","guid":{"rendered":"http:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/?p=99"},"modified":"2023-04-13T15:48:55","modified_gmt":"2023-04-13T15:48:55","slug":"introversao-e-extroversao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/introversao-e-extroversao\/","title":{"rendered":"Introvers\u00e3o e Extrovers\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h2><strong>O uso da extrovers\u00e3o e da introvers\u00e3o<\/strong><\/h2>\n<p>O m\u00e9dico su\u00ed\u00e7o Carl Gustav Jung, criou em 1921 com sua obra Tipos Psicol\u00f3gicos os termos extrovers\u00e3o e introvers\u00e3o.<\/p>\n<p>Hoje esses termos se tornaram jarg\u00f5es usuais. \u00c9 comum definirmos pessoas como extrovertidas e introvertidas, pois todos n\u00f3s conhecemos pessoas fechadas, ariscas, dif\u00edceis de conhecer (introvertidos) e pessoas abertas, sociais, joviais e que sempre est\u00e3o se relacionando (extrovertidos).<\/p>\n<p>Mas ser\u00e1 que sabemos do que estamos falando quando nos referimos a algu\u00e9m dessa forma?<\/p>\n<p>Por essa raz\u00e3o vamos analisar o que \u00e9 extrovers\u00e3o e introvers\u00e3o.<\/p>\n<h2>Origem<\/h2>\n<p>Conforme Carl Jung (1991), extrovers\u00e3o e introvers\u00e3o mostram tipos gerais de atitudes, e elas se distinguem pela dire\u00e7\u00e3o de interesse e movimento da libido, ou seja, da energia ps\u00edquica.<\/p>\n<p>Em outras palavras, a atitude da consci\u00eancia ser\u00e1 determinada pela dire\u00e7\u00e3o de interesse em rela\u00e7\u00e3o ao objeto.<\/p>\n<p>Por objeto, entendemos tudo aquilo que n\u00e3o \u00e9 o sujeito e que n\u00e3o se liga a pessoa e seu mundo interior, seus desejos e seus medos, incluindo pessoas e est\u00edmulos externos.<\/p>\n<p>Os introvertidos s\u00e3o aqueles que hesitam, recuam e enxergam o contato com o objeto com receio e como se fosse algo pesado, massacrante. O mundo externo os desgasta e isso faz com que ajam de forma a atribuir ao objeto um superpoder.<\/p>\n<p>J\u00e1 os extrovertidos partem r\u00e1pido e de forma confiante ao encontro do objeto. Aparentemente o objeto tem para ele uma import\u00e2ncia enorme, mas no fundo o objeto n\u00e3o tem tanto valor assim e por isso \u00e9 necess\u00e1rio aumentar a sua import\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Resumindo, conforme Silveira (1981) na extrovers\u00e3o a libido fui sem embara\u00e7os ao encontro do objeto. Na introvers\u00e3o a libido recua diante do objeto, pois este parece ter sempre em si algo de amea\u00e7ador que afeta intensamente o individuo.<\/p>\n<h2>Exemplos de introvers\u00e3o e extrovers\u00e3o<\/h2>\n<p>Para exemplificar as duas atitudes, vejamos as hero\u00ednas do conto de fadas moderno da Disney, o filme Frozen.<\/p>\n<p>As duas irm\u00e3s do filme apresentam atitudes bem marcantes e opostas. Anna \u00e9 extrovertida, jovial, se intromete em tudo e vive em busca relacionamentos, principalmente com sua irm\u00e3 a introvertida Elza para qual o mundo externo \u00e9 assustador. Sua personalidade \u00e9 mais grave e desconfiada que a de Anna. Seus medos a assolam levando-a a reclus\u00e3o. Ela busca se precaver de qualquer disp\u00eandio de energia e acredita que o mundo externo enxerga seus dons como malignos.<\/p>\n<p>Esse filme tamb\u00e9m vem ilustrar bem o que Jung diz sobre o fato das atitudes em rela\u00e7\u00e3o ao objeto serem fun\u00e7\u00f5es de adapta\u00e7\u00e3o. Cada uma das irm\u00e3s se adaptou ao meio em que vivia forma particular e individual.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o fato das duas virem da mesma fam\u00edlia mostra que as atitudes em rela\u00e7\u00e3o ao objeto n\u00e3o s\u00e3o escolhas conscientes, mas inconscientes e instintivas.<\/p>\n<p>Entretanto, a despeito de ser algo natural e de adapta\u00e7\u00e3o inconsciente essas atitudes tamb\u00e9m mostram um mecanismo de defesa do ego em rela\u00e7\u00e3o ao inconsciente. A atitude oposta assusta e \u00e9 motivo de desconfian\u00e7a.<\/p>\n<p>Mas vejamos como isso ocorre.<\/p>\n<h2>O papel da compensa\u00e7\u00e3o e as atitudes psicol\u00f3gicas<\/h2>\n<p>O inconsciente sempre visa \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o da atitude consciente, e nesse movimento de compensa\u00e7\u00e3o, um movimento inconsciente de introvers\u00e3o ocorre naqueles cuja personalidade consciente \u00e9 extrovertida, e um movimento inconsciente de extrovers\u00e3o naqueles cuja personalidade consciente \u00e9 introvertida (Silveira, 1981).<\/p>\n<p>Nesse caso, podemos dizer de forma simplificada que o inconsciente do extrovertido \u00e9 introvertido e vice-versa. Por essa raz\u00e3o \u00e9 comum nos apaixonarmos pelo tipo oposto, mostrando que buscamos a completude pela proje\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas a consci\u00eancia tem a tend\u00eancia a se defender e temer aquilo que \u00e9 desconhecido, que lhe \u00e9 inconsciente. A consci\u00eancia tende a se manter na zona de conforto. Contudo, toda atitude radical \u00e9 prejudicial e pode gerar neurose.<\/p>\n<p>E dessa forma podemos compreender que o que o introvertido teme \u00e9 o mundo externo e os objetos. Ele teme porque supervaloriza. Ele teme porque pode se perder ali, e sair do controle. E o extrovertido teme seu mundo interno, teme ficar sozinho e entrar em contato com seu mundo subjetivo, suas emo\u00e7\u00f5es e mais ainda teme se definir com sujeito.<\/p>\n<p>E dentro desse dilema, \u00e9 saud\u00e1vel que cada um busque colocar em sua vida um pouco da atitude oposta. \u00c9 claro que isso deve ocorrer dentro do limite de cada um, pois uma mudan\u00e7a de tipo pode ser extremamente desgastante e afetar o bem estar psicol\u00f3gico e fisiol\u00f3gico do individuo. Por ser algo t\u00e3o delicado, \u00e9 importante ent\u00e3o que se fa\u00e7a esse processo dentro da psicoterapia, com o auxilio de um profissional, que ir\u00e1 auxiliar o individuo a assimilar aos poucos e dentro do seu limite seu lado oposto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Bibliografia:<\/p>\n<p>JUNG, C. G. Tipos Psicol\u00f3gicos 8. ed. Petr\u00f3polis: Vozes, 1991.<\/p>\n<p>SILVEIRA, N. Jung: Vida e Obra. 7 ed. Rio de Janeiro. Paz e Terra, 1981.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O uso da extrovers\u00e3o e da introvers\u00e3o O m\u00e9dico su\u00ed\u00e7o Carl Gustav Jung, criou em 1921 com sua obra Tipos Psicol\u00f3gicos os termos extrovers\u00e3o e introvers\u00e3o. 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