{"id":999,"date":"2021-08-23T08:00:39","date_gmt":"2021-08-23T08:00:39","guid":{"rendered":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/?p=999"},"modified":"2023-04-13T14:29:21","modified_gmt":"2023-04-13T14:29:21","slug":"a-linguagem-da-alma-manifestada-atraves-da-doenca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/a-linguagem-da-alma-manifestada-atraves-da-doenca\/","title":{"rendered":"A LINGUAGEM DA ALMA MANIFESTADA ATRAV\u00c9S DA DOEN\u00c7A"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">De acordo com os estudos de Ricardo Dahlke (1992), quando existe algo que n\u00e3o queremos lidar, e este algo se aproxima de n\u00f3s, economizamos nossa carga energ\u00e9tica e isto precisa ser canalizado, \u00e9 neste tempo que se origina o sintoma, isto \u00e9, a doen\u00e7a. A partir da proposta que nos foi apresentada, podemos concluir que toda e qualquer doen\u00e7a \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o do inconsciente. Algo que nossa pr\u00f3pria alma deseja comunicar.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Psicossom\u00e1tica \u00e9 uma palavra que vem do grego (psykh\u00ea + soma) rela\u00e7\u00e3o alma e corpo como uma unidade. Estabelecer relacionamentos entre o ps\u00edquico e o som\u00e1tico significa admitir a rela\u00e7\u00e3o causal entre situa\u00e7\u00f5es vivenciais e altera\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tudo aquilo que n\u00e3o queremos ter em nossa consci\u00eancia e acreditamos que foi deixado de lado \u00e9 transferido para a Sombra. A <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Sombra<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> consiste em tudo o que n\u00e3o aceitamos em n\u00f3s mesmos e reprimimos. Por\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio admitir que todos n\u00f3s temos o nosso lado obscuro, inaceit\u00e1vel e conden\u00e1vel pela sociedade em que vivemos. Devido a isso, nos escondemos atr\u00e1s de nossas <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Personas<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, que s\u00e3o as m\u00e1scaras que usamos para sermos respeitados perante a sociedade extremamente julgadora.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Conforme os estudos propostos por Ricardo Dahlke (1992), evitar um conflito ps\u00edquico faz com que este conflito se manifeste no campo f\u00edsico em forma de doen\u00e7a. Temos que admitir que n\u00e3o somos perfeitos, mas somos totais. Uma pessoa inteira consiste em <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Ego e Sombra<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. O Ego e a Sombra caminhando juntos resultam no <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Self, <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">o Arqu\u00e9tipo dos Arqu\u00e9tipos. Quando aceitamos e elaboramos os temas sombrios de nossa personalidade, consequentemente encontramos o caminho da cura e a busca de si mesmo se concretiza.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">De acordo com Dahlke (1992), a chave para a compreens\u00e3o das doen\u00e7as est\u00e1 no fato de que cada paciente \u00e9 \u00fanico, um universo \u00e0 parte, que complementa o todo e, por isso, deve ser respeitado em sua individualidade. A individualidade cria nuances de identidade t\u00edpicas do adoecer de cada um. Expressamos todas as nossas emo\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s de processos fisiol\u00f3gicos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Carl Gustav Jung (1946) afirma que quanto \u00e0 doen\u00e7a org\u00e2nica pode-se dizer com toda certeza que estas coisas t\u00eam ao menos s\u00edndromes psicol\u00f3gicas, isto \u00e9, h\u00e1 um processo ps\u00edquico concomitante que \u00e0s vezes pode ter tamb\u00e9m significado etiol\u00f3gico de modo a parecer que a doen\u00e7a seja um arranjo ps\u00edquico.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A doen\u00e7a sempre reduz o indiv\u00edduo \u00e0 sua pr\u00f3pria realidade, chamando-o para si mesmo.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">JUNG, C.G(1989), afirma que:<br \/>\n<\/span><i><\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cN\u00e3o se adoece unicamente em fun\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia de elementos nocivos no ambiente, mas pelo fato de ser ou tornar-se sens\u00edvel \u00e0 a\u00e7\u00e3o desses agentes. (&#8230;) um funcionamento inadequado da psyk\u00ea, pode causar tremendos preju\u00edzos ao corpo (&#8230;), pois a psyk\u00ea e o corpo n\u00e3o est\u00e3o separados, mas s\u00e3o animados por uma mesma vida. Recentemente uma evid\u00eancia cada vez maior vem demonstrando que a maioria das fun\u00e7\u00f5es das gl\u00e2ndulas end\u00f3crinas est\u00e1 provavelmente sujeita, em \u00faltima an\u00e1lise, \u00e0 fun\u00e7\u00e3o dos centros mais nobres do c\u00e9rebro, isto \u00e9, \u00e0 vida ps\u00edquica\u201d (p.33).<\/span><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na concep\u00e7\u00e3o da Psicologia Anal\u00edtica Junguiana, a dor f\u00edsica serve como um alarme. Sentir a dor nos faz buscar a preven\u00e7\u00e3o e at\u00e9 mesmo a cura. Podemos dizer tamb\u00e9m que a dor \u00e9 uma express\u00e3o simb\u00f3lica do inconsciente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo Jung (1946), a dor \u00e9 a express\u00e3o simb\u00f3lica da alma, um grito do inconsciente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Temos que estar atentos \u00e0s aspira\u00e7\u00f5es e manifesta\u00e7\u00f5es do nosso \u201ceu\u201d desconhecido, pois o corpo e a alma n\u00e3o s\u00e3o separados no contexto da nossa exist\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u201c<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Um funcionamento inadequado da psique pode causar tremendos preju\u00edzos ao corpo, da mesma forma que, inversamente, um sofrimento corporal afeta a alma, pois a alma e o corpo n\u00e3o s\u00e3o separados, mas animados pela mesma vida.\u201d<\/span><\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">(Carl Gustav Jung, Psicologia do Inconsciente, p. 105)<\/span><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando compreendemos a dor f\u00edsica e sua express\u00e3o emocional como um s\u00edmbolo, estamos prontos para o in\u00edcio da busca pelo processo de auto-regula\u00e7\u00e3o de nossa totalidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Conforme proposto por Jung (1946), a dor representa um pedido de ajuda do inconsciente. A dor f\u00edsica \u00e9 um grito de alerta, a express\u00e3o de um sofrimento ps\u00edquico.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 preciso compreender a dor como um forte e eficaz elemento de transforma\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Atrav\u00e9s do Processo terap\u00eautico \u00e9 poss\u00edvel chegar a essa t\u00e3o importante compreens\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Encontre seu caminho, busque sempre pelo equil\u00edbrio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fa\u00e7a terapia Junguiana!<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Evandro Rodrigo Trop\u00e9ia\/ Instituto Freedom<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Psicoterapeuta. CRP: 06\/143949<\/span><\/p>\n<p><b>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS:<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">JUNG, C.G. Cartas. Volume 2. P\u00e1gina 36. Ano 7946.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">DAHLKE, Ricardo. A Doen\u00e7a como Caminho, Editora Cultrix, S\u00e3o Paulo, 1992<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">UNG, C.G. &#8212; Obras Completas \u2013 S\u00edmbolos da Transforma\u00e7\u00e3o. Vol. 5. Petr\u00f3polis, Vozes, 1989.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De acordo com os estudos de Ricardo Dahlke (1992), quando existe algo que n\u00e3o queremos lidar, e este algo se aproxima de n\u00f3s, economizamos nossa carga energ\u00e9tica e isto precisa&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1003,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[43,45,185],"class_list":["post-999","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-psicologia-analitica","tag-carl-gustav-jung","tag-psicologia-analitica","tag-terapia-junguiana"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/999","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=999"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/999\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1001,"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/999\/revisions\/1001"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1003"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=999"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=999"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/institutofreedom.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=999"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}