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Curso Complexos Culturais na Contemporaneidade - ONLINE (AO VIVO)

Curso Complexos Culturais na Contemporaneidade - ONLINE (AO VIVO)

R$ 397,00

Curso Complexos Culturais na Contemporaneidade - ONLINE (AO VIVO)

Descrição Rápida

Compreenda o que são e como os complexos culturais atuam na psique dos indivíduos e dos grupos, moldam nossa identidade, influenciando nossas atitudes e percepções em relação ao mundo, ao outro e a nós mesmos.
E como aplicar esses temas contemporâneos na clínica junguiana.

Disponível: Em estoque

R$ 397,00
6 x R$ 66,17

A teoria dos complexos de Carl Gustav Jung ficou restrita aos indivíduos, ele não a explorou no sentido de compreender a psicopatologia e distúrbios emocionais dos grupos, tribos e nações.

No entanto, cada vez mais a compreensão dos fenômenos do mundo que nos cerca é fundamental.
É na relação do sujeito com o mundo que são produzidos diversos modos de ser.
As fronteiras da alma são incertas, e o locus do trabalho psicológico se dará justamente nessa relação entre nós e o mundo, um conjunto de processos vivos, para além das nossas noções de individualidade.

A alma pede por sua comunidade, como já dizia James Hillman, por isso é necessário levar para dentro dos nossos consultórios o mundo que nos rodeia.

Um ótimo instrumento para pensarmos essa relação, são os complexos culturais. Como postularam Singer e Kimbles, os complexos culturais se formam através de experiências grupais repetitivas e históricas que fincaram raízes no inconsciente cultural do grupo.

A qualquer momento podem ser ativados no inconsciente cultural e tomar a psique coletiva do grupo e/ou a psique individual ou coletiva de membros individuais do grupo.

E assim como os complexos pessoais, podem agarrar a imaginação, o comportamento e as emoções da coletividade, separam forças tremendamente irracionais em nome de suas lógicas. 

Por outro lado, organizam a vida grupal, facilitam a relação do indivíduo com o grupo e o funcionamento interno do indivíduo, uma vez que estimula sentimentos de pertencimento, identidade, continuidade histórica.

A força de atuação dos complexos culturais pode diminuir, a partir do momento que se torna possível a consciência a respeito deles, possibilitando uma gradativa integração deles na consciência coletiva.

Nesse sentido, a clínica teria um papel importante tanto na conscientização da atuação de complexos culturais, quanto no trabalhar e validar novos modos de compreensão do mundo e de si.

Objetivos do curso:

Refletir sobre questões sociais e culturais contemporâneas, tais como racismo, formas dissidentes de sexualidade e gênero, feminismo, coletividade pelo viés da psicologia analítica e pós junguiana, bem como entender o quanto essas questões dialogam – ou pedem revisão – com a teoria junguiana.

Construir uma visão mais crítica entre terapeutas em relação a nosso modo de viver e pensar não serem universais.
Há outros modos de estar no mundo, por exemplo, quando se fala de classe, raça e gênero.

Conhecer a pluralidade das narrativas que chegam até nós, levando em consideração os preconceitos, estereótipos e anacronismos que atuam e ferem nossa imaginação, desafiando-nos em direção a mudanças fundamentais de perspectiva.

Entender de que forma essa compreensão nos convoca a repensar nossa prática
clínica, uma vez que nossos corpos, nossas psiques e nossas clínicas estão atravessadas a todo momento pelos complexos culturais.

Compreensão do postulado de que a psique é política, e a política é profundamente psicológica.

Conhecimento das pautas dos grupos minorizados da atualidade que clamam por espaço político, bem como entendimento psicológico dessas demandas.

Ofertar um espaço na psicologia junguiana brasileira que têm se ocupado e refletido sobre esses temas, que se voltam às questões contemporâneas acerca das lutas identitárias.

Repensar a prática clínica é necessário porque até então pensávamos que o mundo psíquico era formado por arquétipos numa dimensão intrapsíquica, e os complexos culturais nos permite entender que esse mundo interno também vai se formando a partir da realidade histórica, da memória histórica e mundo externo.

A quem se destina:

A todos os interessados no assunto e em Psicologia Analítica.

Docentes:

Guilherme Scandiucci - Psicólogo clínico e professor. Mestre em Estudos Junguianos e Pós-Junguianos pela University of Essex (Reino Unido). Doutor em Psicologia pela USP. Professor da graduação em Psicologia da PUC-SP e membro do coletivo Aisthesis.

Fernanda Aprile Bilotta - Doutora e Mestre pela PUC/SP. Especialista em Psicologia Hospitalar Psicóloga, pesquisadora com bolsa CAPES na Università degli Studi di Milano – Biccoca, Itália.

Leonardo de Freitas Seri - Psicólogo clínico CRP 06/134155, mestre em Psicologia da Saúde (UMESP), professor universitário e analista trainee IJUSP

Carmen Livia Parise - Psicologa (PUC-SP), analista didata pelo IJUSP, AJB e IAAP, coordenadora do Arché – núcleo de Psicologia Arquétipica do IJUSP e membro-fundador do Coletivo Aisthesis

Bruno Correia da Mota - Psicólogo (CRP: 06/137686) e Mestre em Psicologia PPGPSI-UFRRJ.
Coordenador Regional Sudeste da ANPSINEP - Articulação Nacional de Psicólogas (os) Negras (os) e Pesquisadoras (os).   Vice-líder do Laboratório de Psicologia e Informações Afro-Descendentes (LAPSIAFRO) da UFRRJ-CNPq. E docente universitário.