institutofreedom
  • Sobre o Blog
Seja bem-vindo(a) ao blog do Instituto Freedom
Liderança para além da técnica: o que o...
As Mulheres que Moldaram a Psicologia Analítica
O que é Arteterapia
O que é a UBAAT e sua relação...
Paradoxo da Eficiência: Psicologia Analítica nas empresas
Supervisão clínica na abordagem da Psicologia Analítica
O Potencial Transformador da Arteterapia: Um Caminho para...
A arteterapia de abordagem junguiana
Psicologia e Saúde Mental: A Jornada para o...

institutofreedom

Banner
  • Sobre o Blog
Psicologia Analítica

“Vozes, imagens, fantasias”

Publicado por institutofreedom 17 de julho de 2020

Na psique encontramos elementos dinâmicos e estruturais como: persona, os complexos, as expressões dos arquétipos, a sombra, entre outros. E qualquer identificação com essas estruturas que se relacionam entre si pode servir de obstáculo ao processo de individuação.

Quando há uma identificação com algum desses elementos, o ego acaba se fixando de maneira inconsciente, podendo impedir o avanço do indivíduo em direção à uma ampla realização.

Essas estruturas que compõem a psique se manifestam para o indivíduo através de vozes, imagens, fantasias, afetos, sensações que ocorrem com uma certa frequência e intensidade, colocando exigências que levam o indivíduo em direção à uma ou outra experiência.  É no processo da terapia que podemos observar e organizar “dar nome” à esses elementos e assim possibilitar que o indivíduo possa tomar consciência sobre o que o influencia.

Muitas vezes é possível identificar essas influências oriundas das experiências anteriores que o individuo vivenciou com seus pais, família, professores e pessoas que tiveram uma forte presença afetiva em sua vida.

É ouvindo com atenção essas vozes e imagens à medida que chegam concretamente ao campo do pensamento e do funcionamento conscientes – e que se as percebe influenciando e às vezes até se apossando da vontade consciente e da intenção – que nos deparamos com a dimensão mítica da psique, esta a apenas um passo da morada dos poderes numinosos. Na fase analítica da individuação, a identificação inconsciente do ego com tais figuras, entre elas as arquetípicas, torna-se objeto de aná (em grego, “para cima”) + lysis (em grego, “afrouxamento”, “dissolução”) (ou seja, análise = decomposição, separação). A pessoa precisa se libertar do poder e da influencia dessas figuras. Desvinculação e separação, e não união, são os temas centrais desse movimento (STEIN, 2020, p 45).

Essas expressões do inconsciente podem ser provenientes do inconsciente coletivo, desse lugar onde habitam as imagens primordiais ou os arquétipos.

Por meio da análise podemos verificar tamanha a força com que essas imagens primordiais exercem um influencia fortíssima sobre o indivíduo, sendo comparada à “força dos deuses” ou “experiência do divino”.

Revirando esses recônditos, Jung descobriu o poder de influencia das imagens primordiais sobre a consciência, tornando-se para ele irrefutável a autoridade determinante dessas imagens para a vida psicológica. Presos em torno e dentro de vozes e imagens interiores e pessoais, Jung descobriu “os deuses”. Essas forças e energias impessoais de dimensão colossal e qualidades primitivas, ao mesmo tempo sofisticadas; não só perturbam a consciência, porém; são também portadoras de cultura, de valores espirituais transmitidos ao longo de gerações, e de padrões de instinto e imaginação que podem ser encontrados em todas as culturas e em todas as épocas da história humana. Em última análise, as imagens dessas forças personificam e representam a experiência do divino vivenciada pela humanidade, por um lado, e dos instintos (como sexualidade, fome, criatividade etc.), por outro (STEIN, 2020, p 46).

Segundo a psicologia analítica tomar consciência dessas forças que atuam na psique é primordial para realizar o processo de individuação.

 

00Referência Bibliográfica

STEIN, Murray. Jung e o caminho da individuação: uma introdução concisa. Trad. Euclides Luiz Calloni – São Paulo: Cultrix, 2020

Texto: Alessandra M. Esquillaro – CRP 06/97347

“Vozes, imagens, fantasias” was last modified: abril 13th, 2023 by institutofreedom
Jung e o caminho da individuaçãoMurray Stein
1 comentário
0
Facebook Twitter Google + Pinterest
institutofreedom

Post Anterior
Persona versus Individuação
Próximo Post
Experiência com o numinoso

Talvez você também goste de ler...

Mas e o que é a consciência?

5 de março de 2020

DIONISO E APOLO E A LOUCURA DIVINA

31 de março de 2017

A LINGUAGEM DA ALMA MANIFESTADA ATRAVÉS DA DOENÇA

23 de agosto de 2021
Mulher deitada simbolizando os sonhos

A importância dos Sonhos

10 de dezembro de 2015

Senhora Razão

10 de setembro de 2020

Universo rico de possibilidades

30 de julho de 2020

Jung como pesquisador empirista

30 de janeiro de 2020

Qual o Seu Conto de Fadas Preferido na Infância?

10 de agosto de 2016

O EGO E A SOMBRA

17 de janeiro de 2022

Individuação, Sonhos e o Self

4 de junho de 2020

1 comentário

Arquétipos e psicologia analítica 31 de janeiro de 2025 at 16:48

[…] Os arquétipos são imagens e padrões primordiais que estruturam nosso inconsciente coletivo. Segundo Jung (2009), o inconsciente coletivo é formado pela soma dos instintos e sua relação com os arquétipos. Assim como possuímos instintos, também herdamos um repertório de imagens primordiais, que moldam nossos pensamentos, emoções e comportamentos. […]

Resposta

Deixe um Comentário

PESQUISA O SEU TEMA DE INTERESSE:

LEIA POR TEMA

  • Arteterapia
  • Logoterapia e Análise Existencial
  • Psicologia Analítica
  • Psicossomática Junguiana

Tem mais no Youtube

Instituto Freedom
Footer Logo

@2025 - Instituto Freedom. Todos os direitos reservados.